Uma
das maiores dificuldades de fazer roteiros como este é encontrar os edifícios
abertos. As igrejas, em especial, estão cada vez mais tempo fechadas de forma a
evitar roubos e depredações.
Foi
por isso muito valioso ter o apoio de uma adepta incondicional do Malomil,
Elisabeth que, a partir do Palácio de Gusterheim, me ajudou a abrir igrejas e
conventos por toda a Estíria. Muito lhe agradeço.
Voltei
a Judenburg, cidade cujo nome provocou certamente muita urticária aos nazis
aquando do Anschluss. O que é curioso é que estando planeada a mudança do nome
para Adolfburg, essa mudança nunca chegou a concretizar-se.
Nos
arredores, a Igreja de Santa Madalena, de estilo gótico, é de cerca de 1350. No
exterior um fresco de meados do Século XV.
A
zona esteve a seguir à II Guerra Mundial sob ocupação britânica. Esta ocupação
parece ter sido apreciada pelos austríacos que viram a igreja ser restaurada
pelas forças de ocupação. Menos felizes foram cerca de dois mil cossacos que,
tendo combatido pelos alemães, foram aqui entregues pelos britânicos aos
pelotões russos de execução.
A igreja de Santo André de Baumkirchen no município de Weisskirchen, distrito de Murtal, é das tais que se encontra sempre fechada.
Documentada
desde 935, reconstruída cerca de 1480, acabou por ser dessacralizada e serviu
como celeiro. Só em 1900 voltou a ser consagrada. Os frescos góticos foram
redescobertos nos anos 80 do Século XX.
O
primeiro é um São Cristóvão que foi objecto de uma extensa restauração no
Século XX.
O segundo é um notável fresco datado de 1518 dos catorze santos auxiliares encimados pela Santíssima Trindade. Entre os catorze, o nosso Santo.
Finalmente, e já no distrito de Murau, a Igreja de Santo Egídio de Zeutschach foi consagrada em 1189 e pouco mudou desde então. Está decorada na sua fachada por uma espécie de graffiti da autoria de R. Krenn, datado de 1980.







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