Há
muitos anos, numa galáxia distante, denunciei aqui e aqui o plágio
descarado que a francesa Diane Ducret tinha feito à portuguesa Felícia Cabrita.
Esta – que nunca vi na vida – intentou uma acção contra a copiona gaulesa.
Ganhou na instância primeira, como é de justiça. Perdeu agora na Relação de Lisboa, que decidiu absolver Ducret, considerando – pasme-se – que não existiu
plágio. Leiam e concluam, de boa-fé e sem preconceitos, se houve ou
não plágio. E dos grandes. Concorde-se ou não com a fundamentação, há já algo que nos perturba: seis ou sete anos para resolver um caso destes? Que vergonha.
Mostrar mensagens com a etiqueta Mulheres de Ditadores. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Mulheres de Ditadores. Mostrar todas as mensagens
segunda-feira, 27 de novembro de 2017
French Kiss (a saga continua).
Etiquetas:
António Araújo,
Crime,
Diane Ducret,
Estado Novo,
Felícia Cabrita,
França,
História Contemporânea,
Justiça,
Livros,
Mulheres de Ditadores,
Mulheres de Salazar,
Plágio,
Portugal,
Salazar,
Salazarismo
terça-feira, 7 de julho de 2015
French kiss.
A
história remonta a finais de 2011 e começou aqui no Malomil (que continuou a acompanhar o assunto aqui, aqui, aqui, aqui e aqui). Passados alguns anos, li no jornal Sol, por
um acaso, que Diane Ducret, autora de Mulheres de ditadores, foi formalmente acusada pelo Ministério Público de plágio a Felícia Cabrita, autora de Os Amores de Salazar. A justiça tarda –
esperemos que não falhe.
Etiquetas:
António Araújo,
Diane Ducret,
Felícia Cabrita,
Justiça,
Livros,
Mulheres de Ditadores,
Mulheres de Salazar,
Plágio,
Processos judiciais,
Tribunais
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Ciência Ceaucescu.
.
.
.
.
.
.
.
A
Joana Vasconcelos já falou aqui das aptidões científicas de Elena e seus polímeros. Agora, o Jorge
Buescu mostra-nos que as publicações da Senhora de Ceausescu continuam disponíveis
online, na muito selecta e exigente Web of Knowledge, o repositório daquilo
que de melhor se faz na Ciência. Não duvidamos que Elena
estava – e está, como se vê – entre os grandes cientistas do mundo. O mundo, esse, coitado, é que é um lugar estranho, nada mais.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
French Kiss - 6
.
.
.
Leya recolhe livros por suspeita de plágio a Felícia Cabrita
Sol
6 de Janeiro, 2012
por Margarida Davim
.
Vão ser retirados do mercado todos os exemplares da obra Mulheres de Ditadores, de Diane Ducret. A decisão foi tomada pela editora Casa das Letras (do grupo Leya), depois de o SOL ter noticiado que a jornalista Felícia Cabrita se prepara para ir para os tribunais com uma acusação de plágio contra a escritora francesa.
«Porque entendemos que esta situação não pode esperar, decidimos preventivamente suspender toda a distribuição e comercialização da obra», explica Marta Ramires, coordenadora editorial da Casa das Letras, num e-mail enviado à jornalista do SOL.
A editora explica a decisão com a preocupação do grupo de estar «na primeira linha do combate à contrafacção, ao plágio, à deturpação de originais, concorrência parasita e demais actos que, por ilegais, devem ser severamente punidos». Segundo a Casa das Letras, dos 3.000 exemplares produzidos, há 446 em armazém e encontravam-se nas bancas, até à véspera de Natal, cerca de 1.800. Todos estes livros serão recolhidos.
Em causa estão as semelhanças – detectadas e divulgadas pelo blogue Malomil – entre o capítulo de Diane Ducret sobre a vida privada de Salazar e o livro da jornalista, Os Amores de Salazar.
Também no jornal Público.
.
.
Também no jornal Público.
.
.
Etiquetas:
Amor,
António Araújo,
Diane Ducret,
Estado Novo,
Intelectuais,
Livros,
Mulheres de Ditadores,
Mulheres de Salazar,
Plágio,
Processos judiciais,
Salazar,
Sexo,
Tribunais
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
French Kiss - 5
.
.
.
.
.
Livro sobre Salazar plagiado
Felícia Cabrita acusa Diane Ducret de copiar a sua obra sobre a vida íntima do ditador
Margarida Davim
A JORNALISTA Felícia Cabrita vai avançar para os tribunais com uma acusação de plágio contra a autora francesa Diane Ducret. «O capítulo sobre Salazar do livro Mulheres de Ditadores é um mero resumo do meu, Os Amores de Salazar», afirma a jornalista do SOL, que se sente roubada na investigação exaustiva que fez à vida íntima do ditador.
«O meu trabalho é fruto de várias conversas com fontes em Portugal e no estrangeiro, horas na Torre do Tombo e muitos documentos originais, incluindo a agenda de Salazar e os diários de Felismina Oliveira», diz Felícia Cabrita, explicando que no livro da escritora e jornalista francesa «até as citações de outros livros são iguais às que estão em Os Amores de Salazar. É um plágio do principio ao fim».
Razões suficientes para a advogada da jornalista, Fátima Esteves, estar «a analisar a forma de agir judicialmente» contra Diane Ducret. A jurista não descarta, aliás, a hipótese de estender as acções às edições francesa, espanhola e italiana do livro Mulheres de Ditadores e de pedir a apreensão de todos os exemplares.
A obra, que tem tido grande repercussão em França - onde já vai na quarta edição -, tem sido destacada por jornais como o L 'Express e o Le Figaro. E, no site da agente de Diane Ducret, pode ver-se que a jornalista - formada pela Sorbonne e publicamente elogiada pelo filósofo Bernard-Henri Lévy - está a preparar um segundo volume para ser editado em 2012.
As semelhanças entre a escrita de Felícia Cabrita e a obra de Diane Ducret não passaram, porém, despercebidas a António Araújo - professor de Direito da Universidade de Lisboa - que, no blogue Malomil publica de forma exaustiva todas as passagens em que ambos os livros se confundem.
No seu site, o constitucionalista não hesita sequer em afirmar que o capítulo sobre Oliveira Salazar é «do principio ao fim, um mero resumo de Os Amores de Salazar», contendo «diversos trechos, paráfrases ou plágios do livro de Felícia Cabrita».
Francesa diz que Felícia foi 'fonte de informação'
Contactada pelo SOL, Diane Ducret sublinha que o livro de Felícia Cabrita se encontra nas suas referências bibliográficas e em notas de rodapé. «Não escondo de maneira nenhuma que encontrei uma fonte de informação no livro muito bem conseguido de Felícia Cabrita» - explica a autora francesa, acrescentando que a obra da jornalista portuguesa «apresenta inúmeros documentos retirados dos arquivos pessoais de mulheres próximas de Salazar, uma dimensão que até aí tinha sido ignorada pelos historiadores».
É nessa linha de raciocínio que Ducret assume: «É difícil inventar outras fontes, que eu partilho, por isso, com ela» (Felícia Cabrita). A francesa demarca-se, contudo, de qualquer acusação de plágio, sustentando que o trabalho de Felícia «não apresenta uma contextualização histórica destas relações» e que é aí que as obras de ambas se distanciam: «Foi nesse ponto que centrei o meu trabalho».
As explicações não chegam para convencer Felícia Cabrita, que frisa o facto de as frases do seu livro usadas por Diane Ducret não se referirem apenas às passagens relacionadas com os diários de Felismina Oliveira. «Há uma cópia também quando se fala das outras mulheres de Salazar», comenta.
Contactada pelo SOL, a Casa das Letras - responsável pela edição portuguesa do livro de Ducret -, através do gabinete de comunicação do Grupo Leya, disse apenas que está «a analisar esta situação». Segundo a mesma fonte, a editora já informou a autora «através da sua agente», estando «a aguardar os seus comentários».
Não foi possível obter um comentário da editora de Os Amores de Salazar, A Esfera dos Livros.
Sol, 30/12/2011
Etiquetas:
Amor,
António Araújo,
Diane Ducret,
Estado Novo,
Intelectuais,
Livros,
Mulheres de Ditadores,
Mulheres de Salazar,
Plágio,
Processos judiciais,
Salazar,
Sexo,
Tribunais
French Kiss - 4
.
.
.
.
A obra de Diane Ducret, Femmes de dictateur, publicada entre nós pela Casa das Letras com o título Mulheres de Ditadores, possui um capítulo dedicado a Salazar que constituiu uma paráfrase, com frequentes plágios à obra As Mulheres de Salazar, de Felícia Cabrita, como mostrámos aqui, aqui e aqui.
Graças ao apoio de dois grandes amigos, a quem aqui agradecemos, confrontámos a edição portuguesa com a edição original francesa e com a tradução castelhana, confirmando que o plágio também existe nessas duas edições.
Aproveitamos para informar os leitores e interessados que já está anunciada, para o início do próximo ano, uma sequela, sob a forma de 2º volume, desta saga sobre as mulheres dos ditadores.
António Araújo
Etiquetas:
Amor,
António Araújo,
Diane Ducret,
Estado Novo,
Intelectuais,
Livros,
Mulheres de Ditadores,
Mulheres de Salazar,
Plágio,
Salazar,
Sexo
Subscrever:
Mensagens (Atom)






