segunda-feira, 30 de março de 2026

São Cristóvão pela Europa (351).

 

 

 

Surpreendentemente, e graças aos amigos do Malomil que felizmente me dão muitas sugestões encontrei mais dois São Cristóvãos nada mais nada menos do que em Lisboa.

O primeiro encontra-se no Museu da Fundação Ricardo Espírito Santo Silva.

Trata-se de uma pequena (21 centímetros) aguarela representando o nosso Santo com a inscrição S. Christophorus, M, ou seja, São Cristóvão, Mártir. Decora o chamado Quarto D, Maria I. Desconhece-se quase tudo sobre o pequeno quadro a não ser uma inscrição feita na parte de trás:

Este quadro servia (?) à Exma. e Rema. Sra. Madre Antónia Margarida Peres, Religiosa da Visitação de Santa Maria de Lisboa em 12 Novembro de 1873.

O recheio do Convento de Nossa Senhora da Visitação em Lisboa foi objecto de um leilão em 1914 devendo esta peça ser dele proveniente.

 




No centro do Paço do Lumiar em Lisboa, uma pequena igreja é dedicada a São Sebastião. Construída no início do Século XVI, sofreu diversas remodelações ao longo da História. Ostenta um portal manuelino.

Ainda há pouco tempo, a igreja encontrava-se rodeada por todos os lados por faixas de rodagem.

No interior, um magnífico painel seiscentista de azulejos polícromos representa São Cristóvão. As cores são o azul, o manganês, o ocre e o verde. O painel é rico em paisagens.

 



                                            Fotografias de 20 de Fevereiro e 29 de Março de 2026

                                                                                                             José Liberato





quinta-feira, 26 de março de 2026

Carta de Bruxelas







                                                                                        Os relógios do tempo




Margarete Buber-Neumann (1901-1989) foi uma testemunha com o destino do século marcado a ferro na carne, deportada nos campos de Estaline e depois nos de Hitler. Cruelmente, passa directamente de uns para os outros. Depois da execução do marido, o dirigente do Partido Comunista Alemão Heinz Neumann, em 1937, na URSS, Margarete é condenada em 1938 a cinco anos de detenção num campo. Em 1940 é entregue pelas autoridades soviéticas às autoridades nacional-socialistas. Mais cinco anos em Ravensbrück. A dupla experiência concentracionária foi passada a escrito num livro justamente célebre, Als Gefangene bei Stalin und Hitler. Eine Welt im Dunkel (1949).  Sem a ambição histórica dessa obra, Margarete Buber-Neumann conta em Die erloschene Flamme: Schicksale meiner Zeit (1976) alguns episódios em que se cruzou com esses destinos de um século. Não se trata das grandes personagens, embora também lá estejam, por exemplo Panait Istrati ou Milena ( a quem tinha já dedicado um livro, o único traduzido para português).

Um dos casos incluídos nesse texto é o de Karl Brunnengraber. A conversa narrada por Margarete Buber-Neumann é fruto de um acaso. Passageiros do mesmo voo de Berlim para Frankfurt, calharam-lhes lugares contíguos, o que levou à conversa – e ao destino comum. Ambos judeus alemães. Ambos antigos concentraccionários. Ambos a viverem na Alemanha. Brunnengraber, relojoeiro, conta como sobreviveu no campo pai, mãe e irmãos já assassinados.  Um S.S. deu-lhe um relógio de pulso para reparar o mais depressa possível. De imediato, o prisioneiro percebeu que seria poupado aos transportes, enquanto fosse necessário. Explica que não terminava o arranjo antes de receber outro relógio para consertar. E assim «vivi por dois anos de um relógio para outro». Pelo meio narrou outras peripécias. No fim da conversa relatada pela autora, Karl Brunnengraber, reconciliado com a Alemanha, mostra-lhe uma bracelete de relógio que patenteara e explica-lhe longamente de que se trata; explicação, diz Margarete, «de que não comprendi uma só palavra». E, acrescenta o relojoeiro, a última frase do capítulo, «na minha cabeça tenho mais cinco invenções. Talvez ainda tenha tempo de as realizar todas....».

Involuntariamente, o texto de Margarete Buber-Neumann expõe uma ambiguidade, que lhe inverte o título: Die Kraft zu Überleben. O que estraçalha o destino de morte não é a força para sobreviver, é a força para viver. A ambiguidade dos relógios é a ambiguidade do tempo. Os primeiros, avariados, corporizam o tempo da morte iminente, em que cada minuto ganho é uma fuga, que se pode malograr no minuto seguinte. É o tempo do terror. Os segundos encarnam a invenção, a interrupção do novo, são o tempo pleno, o tempo da promessa – da promessa de uma vida livre.

 

                                                                                João Tiago Proença


domingo, 8 de março de 2026

São Cristóvão pela Europa (350).

 

 

 

Terminadas as digressões pelo Centro da Europa, voltemos ao nosso querido Portugal. E ao Norte.

 

Em Gondomar, a Igreja Paroquial é dedicada a São Cosme e São Damião, os dois santos gémeos e médicos. A igreja é barroca, construída na primeira metade do Século XVIII. A torre sineira permite uma passagem.

Numa remodelação infeliz no início do Século XX desapareceram paredes inteiras de azulejaria. Subsiste um belo painel representando São Cristóvão.

 




 Na freguesia de Antas, concelho de Esposende, existe uma pequena ermida de São Cristóvão. Originalmente dedicada a Nossa Senhora da Portela, não se conhece como passou a ser de São Cristóvão. Se hoje está longe dos olhares dos passantes, anteriormente podia ser facilmente avistada de quem se dirigia da Póvoa de Varzim para Viana do Castelo.

Segundo o historiador Penteado Neiva, que teve a gentileza de me acompanhar na visita (juntamente com os Presidentes da Câmara e da Assembleia Municipais), esta deve ser a mesma capela da Senhora da Portela fundada em 1553 pelo proprietário da quinta da Portela, o abade de Santa Leocádia de Geraz do Lima.

Ao longo dos anos, discutiu-se a manutenção do edifício, a falta de recursos para a realizar, a conveniência de a deslocar para outro lugar. Mas sempre resistiu. Está na posse da mesma família desde 1887.

No interior, uma imagem de São Cristóvão de madeira policromada de autor desconhecido e do Século XIX. Tem duas características diferenciadoras. Em primeiro lugar, a sua dimensão de 68 centímetros não corresponde ao padrão gigantesco habitual. Por outro lado, o Menino Jesus assenta no braço direito do Santo e não no ombro.

 



No concelho de Vizela situa-se o santuário de São Bento das Pêras, local de peregrinação e de belas vistas.

No interior da Igreja principal, já do Século XX, uma imagem do nosso Santo.

 




                                                                Fotografias de 31 de Janeiro de 2026,

                                                                                                     José Liberato


Frederick Brennan (1994-2026): um estranho numa terra estranha.

 




                                                                    No Público

https://www.publico.pt/2026/03/08/mundo/cronica/fredrick-brennan-19942026-estranho-terra-estranha-2166870

 



quinta-feira, 5 de março de 2026

Autópsia da formação e dos tormentos de guerra de um oficial dos Comandos, em Angola.

 





          Num tempo em que a literatura da guerra colonial se foca em memórias, em quadros de expiação de filhos de antigos combatentes que visitam os locais por onde andaram os pais, não deixa de surpreender O Elogio da Dureza, volume I de uma trilogia intitulada A Vida Aventureira de um Homem de Letras, por Rui de Azevedo Teixeira, Guerra e Paz Editores, 2024. Não vale a pena iludir a chamada ficção da literatura de guerra, romance, novela, conto, tem sempre fumos autobiográficos. O autor é doutor em letras, tem obra de académico e de ensaísta e procura neste seu primeiro volume da trilogia descrever a preparação de um alferes dos Comandos, expõe com crueza um drama familiar, era dado como perfilhado, sentia a ferida da discriminação, ainda por cima a relação com o padrasto era quase nula; fala-nos da sua mocidade e das muitas leituras, com relevo para Camões, Hemingway, Simenon, à testa de muitos outros nomes. Andou por Coimbra, frequentava certamente um curso de Filologia Germânica, citações a jeito de tais línguas aparecerão no romance. Impelido pelo fascínio da força, encaminhou-se para a guerra, vai descrever como nunca ninguém descreveu a preparação de um Comando, entremeia também como páginas de um diário que ele apresenta como diário incerto.

          Sobrepõe-se os tempos no romance, antes de conhecermos o que foi a sua preparação para a guerra, vemo-lo de regresso, um tanto à deriva, é convidado a entrar no PREC, o alvo são os esquerdistas e os comunistas. E entramos brutalmente no universo infernal da preparação, feito em Angola, no Centro de Instrução de Comandos. O teste da sede, o arranque do curso estava dado – brutalidade com o máximo de disciplina, formandos quase enlouquecidos a beber a própria urina, as humilhações, as eliminações de quem não suportava a dureza de tais provas, os crosses e as marchas forçadas, as flexões, numa barra fixa, até à exaustão, os tratamentos degradantes, a leitura em voz alta do correio enviado aos formandos, aquilo que hoje podemos chamar de violação de correspondência.

           E virá um momento de dúvida neste jovem que se ofereceu para os Comandos, ele vai passar uns dias a Luanda e segue-se um episódio marcante assim descrito:

          “De um golpe, numa única lição prática, percebeu a essência do colonialismo. Uma parte dessa essência.

Paulo descia e o homem preto subia. Ambos pelo mesmo passeio estreito. O preto tinha cerca de cinquenta anos, cabelo grisalho, fato coçado. Um ar sério, digno, de pequeno funcionário. Três ou quatro metros antes de se cruzarem, o homem olhou para Paulo, baixou os olhos, encurvou as costas e, automaticamente desceu do passeio para Paulo poder passar à vontade. Baralhou-se a cabeça ao cadete. Caiu-lhe muito mal que um homem preto de meia-idade se tivesse curvado, diminuindo-se perante um jovem branco, perante si. Pela idade, podia ser seu pai. Nenhum dos textos que tinha lido sobre o colonialismo teve em Paulo o mesmo impacto que esta cena muda numa rua de Luanda.”

Vamos conhecer a vida daquele grupo de cadetes, os sofrimentos a que eles serão sujeitos nas últimas semanas da sua formação, segue-se o juramento dos Comandos. Voltamos ao PREC e passamos para a guerra do Leste de Angola, Paulo está no Luso, seguem-se operações, caso da Empurra Tudo, na zona do Luma Cassai, no lusco-fusco o grupo da tropa especial entra num acampamento, vamos ter o horror da guerra, uma faca de mato na barriga de um velho, girando lá dentro como o corno de um touro numa corrida, não faltam tiros de misericórdia para os guerrilheiros agonizantes. Entre operações, Paulo refastela-se, companhias femininas não lhe faltam, e depois temos as operações, os mortos e os feridos, não faltam interrogatórios com sofrimento descomunal. Há também as perdas de camaradas. E depois Paulo é afastado do Leste, vem preparar novas gentes, vai guardar grandes saudades das Terras do Fim do Mundo.

Neste entremeado do durante-antes-depois, Paulo já está a acabar o seu bacharelado, vemo-lo agora no centro de instrução dos Comandos, faz um curso de milhas e armadilhas, é convidado para participar na operação pantufada, no Mayombe, deixa-nos uma bela descrição:

“Sob intensa chuva e trovoada agressiva, os Comandos entraram ao fim da manhã na opulência vegetal de Mayombe. Os estouros metálicos dos trovões davam-se mesmo por cima das copas das árvores majestosas, o que tornava os comandos momentaneamente surdos. A espessa massa vegetal, de cheiro intenso e meio adocicado, e o sobe e desce dos morros da floresta tornavam a progressão muito mais difícil do que avançar pelas planuras do Leste. Mayombe, o verde vibrante e ubíquo. Verde no chão, verde a meia altura e, no alto, um céu de folhas verdes. Só o acinzentado das árvores muito direitas, altas e elegantes escapava ao verde.”

    E assim chegamos ao 25 de abril. Paulo é professor em Vila Figueira, cria amizades, gosta da estúrdia com um aristocrata real. Vai depois ensinar na ilha da Madeira, está a acabar a licenciatura, conhece Iza Maria Possolo d’Ornellas, haverá um casamento, ele dirá ser “sublime, sólido, sagrado”. A expiação em que vivera como filho de pai incógnito e perfilhado pelo padrasto irá ser cabalmente esclarecida por Iza, afinal Paulo era filho do padrasto, ele não esconde a sua revolta, aqueles pais nunca tiveram em conta o sofrimento do filho, decidiu nunca mais voltar a falar com os pais. Assim termina o volume primeiro desta aventura de um homem de letras. António Cândido Franco diz tratar-se de “Curioso e comovente percurso do lobo solitário, personagem viva e única que evolui diante do leitor de forma memorável… Um milagre que transforma a dureza em pureza.” Esperamos vir a seguir as outras obras da trilogia. 


                                                                                                        Mário Beja Santos  

 




segunda-feira, 2 de março de 2026

São Cristóvão pela Europa (349).

 

 

 

Termino hoje o relato da minha digressão pela Áustria durante o último Verão.

A abadia beneditina de São Lambrecht é um dos mais importantes mosteiros da Áustria. Foi fundada em 1076 e a basílica românica consagrada em 1160.

As suas vastas instalações foram confiscadas pelas autoridades nazis em 1938. Quatro anos depois aqui foram instalados campos de concentração.

Pela sua dimensão e qualidade destaca-se, no seu interior, um fresco representando São Cristóvão, datado de 1360. As suas pernas foram obliteradas com a pintura de frescos sobre o ciclo da Paixão.

 



 

Voltei à Igreja Paroquial da Natividade de Maria em Schöder, já aqui mencionado no Malomil, para descobrir um fresco espantoso. Se no fresco de São Lambrecht faltam as pernas, neste só subsistem mesmo as pernas,,,

 



Finalmente, a cerca de 1800 metros de altitude, no Sölkpass, uma passagem entre as montanhas desde tempos imemoriais, foi construída uma pequena capela. No seu interior, um vitral do nosso Santo.

 




                                                         Fotografias de 29 de Agosto de 2025

                                                                                               José Liberato





sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

São Cristóvão pela Europa (348).

 

 

 

Uma das maiores dificuldades de fazer roteiros como este é encontrar os edifícios abertos. As igrejas, em especial, estão cada vez mais tempo fechadas de forma a evitar roubos e depredações.

Foi por isso muito valioso ter o apoio de uma adepta incondicional do Malomil, Elisabeth que, a partir do Palácio de Gusterheim, me ajudou a abrir igrejas e conventos por toda a Estíria. Muito lhe agradeço.

Voltei a Judenburg, cidade cujo nome provocou certamente muita urticária aos nazis aquando do Anschluss. O que é curioso é que estando planeada a mudança do nome para Adolfburg, essa mudança nunca chegou a concretizar-se.

Nos arredores, a Igreja de Santa Madalena, de estilo gótico, é de cerca de 1350. No exterior um fresco de meados do Século XV.

A zona esteve a seguir à II Guerra Mundial sob ocupação britânica. Esta ocupação parece ter sido apreciada pelos austríacos que viram a igreja ser restaurada pelas forças de ocupação. Menos felizes foram cerca de dois mil cossacos que, tendo combatido pelos alemães, foram aqui entregues pelos britânicos aos pelotões russos de execução.

 




A igreja de Santo André de Baumkirchen no município de Weisskirchen, distrito de Murtal, é das tais que se encontra sempre fechada.

Documentada desde 935, reconstruída cerca de 1480, acabou por ser dessacralizada e serviu como celeiro. Só em 1900 voltou a ser consagrada. Os frescos góticos foram redescobertos nos anos 80 do Século XX.

O primeiro é um São Cristóvão que foi objecto de uma extensa restauração no Século XX.

O segundo é um notável fresco datado de 1518 dos catorze santos auxiliares encimados pela Santíssima Trindade. Entre os catorze, o nosso Santo.





 

Finalmente, e já no distrito de Murau, a Igreja de Santo Egídio de Zeutschach foi consagrada em 1189 e pouco mudou desde então. Está decorada na sua fachada por uma espécie de graffiti da autoria de R. Krenn, datado de 1980.





                                            Fotografias de 29 de Agosto de 2025

                                                                                 José Liberato




terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

São Cristóvão pela Europa (347).

 

 

 

Prosseguindo no Estado austríaco da Estíria, explorei o distrito de Leoben.

Em Trofaiach, a igreja de São Ruperto é do Século XIII. O seu interior contem um fresco representando São Cristóvão, pintado no Século XV. Faz parte daqueles frescos que foram ocultados ao longo do tempo. Só foi redescoberto em 1961.

 




Em St. Michael in Obersteiermark, outra igreja muito antiga, dedicada a Santa Walpurgis, foi construída em 1070. No exterior um mural do nosso Santo de cerca de 1520.

 



 

 Já no distrito de Murtal, a igreja paroquial de Feistritz bei Knittenfeld é dedicada a São João Baptista e a São João Evangelista. No exterior, um São Cristóvão barroco provavelmente pintado em cima de um gótico.

 



                                    Fotografias de 28 de Agosto de 2025

                                                                         José Liberato

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Carta de Bruxelas.

 

Irão: aguarda-se a qualquer momento a organização de uma flotilha humanitária, em alternativa uma caravana de camelos humanitários.

 

                                                                                       João Tiago Proença


São Cristóvão pela Europa (346).

 

 

 

E voltei ao Estado austríaco da Estíria (Steiermark), começando pelo distrito de Bruck-Mürzzuschlag.

A imponente abadia cisterciense de Neuberg an der Münz, construída em 1327, conserva ainda hoje a maior parte dos edifícios medievais que compunham o seu complexo.

Aqui em 1378 foi assinado o Tratado de Neuberg pelo qual os irmãos Albert e Leopold repartiram entre si as terras dos Habsburgo. Só em 1490, o Imperador Frederico III (o que casou com Leonor de Portugal) veio a unificar de novo o Império dos Habsburgos.

A monumental igreja da Assunção de Maria possui, ao lado do órgão, um fresco de São Cristóvão, infelizmente sem acesso, o que permite apenas uma visão parcial. Foi concluída já no reinado de Frederico III.

 




 Em Appl, uma estela á beira da estrada

 



E em Pichl-Grossdorf, a Igreja de São Nicolau tem no exterior um fresco do nosso Santo, amputado por uma janela.

 



 

                                         Fotografias de 28 de Agosto de 2025

                                                                              José Liberato

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

São Cristóvão pela Europa (345).

 

 

 

Prosseguindo no Estado de Niederösterreich, em Mannersdorf am Leithagebirge, houve termas famosas, frequentadas, entre outros, pelo compositor Joseph Haydn (1732-1809) que aqui passou três meses no Verão de 1750, mais na qualidade de criado do Embaixador de Veneza do que de músico.

Vários edifícios possuem imagens representando São Cristóvão: um baixo-relevo em mármore datado de 1970 da autoria de Josef Hahn, um mural dos anos 70 do Século XX do mesmo autor e outro mural da autoria do artista Johann Therner de 1989.

 


  


Em Velm, a igreja de São Nicolau é de estilo barroco tardio e ostenta um mural representando o nosso Santo. É inspirado por uma gravura de Dürer e data de 1984.

 



 Em Göttlesbrunn, uma pequena estátua

 



Em Wolkersdorf, um mosaico numa habitação da autoria do artista austríaco Hermann Bauch (1929-2006):

 


Finalmente, em Altlichtenwarth, uma estátua com a inscrição Komm gut heim, ou seja, Volta a casa em segurança.

 


                                                         Fotografias de 30 e 31 de Agosto de 2025

                                                                                                      José Liberato