sexta-feira, 24 de junho de 2022

São Cristóvão pela Europa (181).

 

 

No departamento de Seine-Saint Denis, arredores de Paris,  situa-se Aubervilliers.

A principal igreja é a de Nossa Senhora das Virtudes com fachada de estilo jesuíta do Século XVII e torre do Século XVI. No seu interior, uma estátua de São Cristóvão:

 

  


No mesmo departamento, a Igreja de São Cristóvão em Coubron tem um vitral do seu Santo.




 

No nosso blog, o elenco de imagens de São Cristóvão em Paris já está bem guarnecido mas encontrei mais duas:

No número 16 do Boulevard de Reuilly, sem explicação aparente, uma imagem:




Na Catedral Americana da Santíssima Trindade, de obediência anglicana, um vitral:



 

Fotografias de 8, 9 e 10 de Maio de 2022

 

José Liberato






sábado, 18 de junho de 2022

São Cristóvão pela Europa (180).

 


 

A Île-de-France é a região francesa que abrange a cidade de Paris. Divide-se em vários departamentos.

Um deles é o departamento de Val-d’Oise. Em Vétheuil, avulta a Igreja de Notre Dame com a sua fachada Renascença. No interior uma imagem do nosso Santo:

 



Em Cergy, principal cidade do departamento, já tinha estado em 2017 e fotografado o belo pórtico da entrada da Igreja de São Cristóvão, mas defrontado a praga das igrejas fechadas. Ver em http://malomil.blogspot.com/2017/12/sao-cristovao-pela-europa-44.html.

Mas a persistência levou a uma visita completa neste ano de 2022.

Em primeiro lugar revisitando o pórtico Renascença à entrada.

 

 


A igreja dispõe de um vitral:




A imagem policromada do Santo, da primeira metade do Século XVIII, foi roubada em 1973 e só recuperada em 2017 quando reconhecida num leilão em Frankfurt. Foi recolocada no seu lugar em 2020:

 



Um óleo de um pintor local tem a curiosidade de nele estar representada a cidade de Cergy tal como era na época da pintura, o Século XIX. O rio é o Oise:




Em Montmorency, na Colegiada de São Martinho, um vitral do Século XVI muito restaurado- À esquerda São Francisco de Assis e o Bispo de Auxerre, o doador. Ao centro São Cristóvão e à direita Santo Estêvão.

 


 

Finalmente no departamento de Val-de-Marne em Créteil, sua principal cidade, existe a igreja de São Cristóvão.

Igreja muito antiga era local de peregrinação. Aqui vieram o rei São Luís IX e Ana de Áustria, mãe de Luís XIV, Infanta de Portugal por ser filha do Rei Filipe II de Portugal.

Aqui tinha estado em 2011. Ver  http://malomil.blogspot.com/2017/10/sao-cristovao-pela-europa-17.html

Além do óleo já publicado, a igreja exibe uma estátua do Santo datada de 1932 e da autoria do escultor francês Pierre Joubert (1900-1967):







 

Fotografias de 8 e 10 de Maio de 2022.

José Liberato





sexta-feira, 17 de junho de 2022

Ilhas de Bruma.







                                                                 


                                                               Fotografias de Onésimo Teotónio de Almeida















 

quarta-feira, 15 de junho de 2022

São Cristóvão pela Europa (179)

 

 

Ainda na região da Normandia, no departamento de Calvados cuja capital é Caen, encontrei duas imagens de São Cristóvão.

A primeira na Igreja de São Martinho de Villers sur Mer, localidade junto ao Canal da Mancha:



A segunda é um vitral da igreja de Nossa Senhora de Orbec:


 



Saint Christophe sur Avre fica no departamento de Eure cuja capital é Évreux.

A Igreja Matriz faz honra ao seu padroeiro:

 



Exibe no seu interior várias imagens do Santo.

Um pendão processional:

  


Uma imagem no altar-mor:






E uma imagem mais pequena:


 


 

Fotografias de 7 de Maio de 2022

 

José Liberato





Nunca a memória do mundo rural alcançou o cume poético de Platero e Eu.




Platero e Eu, de Juan Ramón Jiménez, é sempre esta edição que não sai das minhas estantes, por diferentes razões: por ser a mais entranhada e afetiva écloga intemporal, em que um burrito é um mediador quase antropomórfico de quem regressa ao terrunho natal, um pequenino ponto da Andaluzia; pelo esmalte da tradução, toda a riqueza desta prosa poética é obra de desvelo, à procura do termo adequado, para sorvermos o mundo rural e o companheiro de quatro patas dotado de uma capacidade de entendimento que nos comove até às lágrimas; e também pelo facto de a edição aparecer recheada com belos desenhos de um artista gráfico inesquecível, Bernardo Marques, há uma quase magia no que desenha para completar todo este vastíssimo olhar sobre tal pequenino ponto da Andaluzia, de tal modo que dá pleno ajuste àquela frase de que o que é regional tem sempre força universal. Vejo crianças a folhear recentes edições de Platero e Eu, e sempre me pergunto se lhes passa pela cabeça que este livro não escolhe gerações, estão ali registados ensinamentos para toda a vida. E pergunto-me também se os ambientalistas alguma vez notaram que este texto é um belo tratado de amor à Natureza.

Platero e Eu aparece como um encadeamento de textos, apresenta-se o burrito que é pequeno, peludo, suave, macio, tem olhos duros como dois escaravelhos de cristal negro, gosta de tangerinas, uvas moscatéis, figos roxos, é terno e mimoso. E temos a paisagem, o deslumbramento do poeta é contagiante: “Paro extasiado no crepúsculo. Platero, grãos de ocaso os olhos negros, abeira-se, mansamente, de um charco de águas de carmim, de róseo, de violeta; mergulha suavemente a boca nos espelhos, que parece que se liquefazem quando ele os toca. A tarde prolonga-se para além de si mesma, e a hora, contagiada de eternidade, é infinita, pacífica, insondável”. Mergulhamos em pleno neste universo rural, onde há cabras, crianças que brincam com Platero, fragâncias mil, borboletas brancas, canta-se a chegada da primavera: “Que manhã! O sol põe na terra a sua alegria de prata e de ouro; borboletas de cem cores brincam por toda a parte, entre as flores, dentro de casa, na fonte. O campo abre-se em estalidos, em crepitações, num fervedouro de vida nova e sã. É como se estivéssemos dentro de um grande favo de luz que fosse o interior de uma imensa e cálida rosa acesa”. Ouve-se o repicar dos sinos, vão aparecendo personagens daquela terra, há quem trate o poeta por louco, ele passeia-se com Platero indiferente aos comentários, o burrito é aquele companheiro mudo que olha a Lua, que assusta gente quando mete a cabeçorra branca na vidraça, que coxeia e chama à atenção do dono para um espinho cravado na ranilha vermelha. Aqueles passeios por todo o espaço vegetal são pacíficos para o poeta e o burrito, é uma cumplicidade sem igual: “Trato Platero como a um menino. Se o caminho se torna pedregoso e lhe peso um pouco, desço para aliviá-lo. Beijo-o, engano-o, faço-o zangar… Ele compreende que lhe quero, e não me guarda rancor. É tão igual a mim que cheguei a crer que sonha os meus próprios sonhos.” Platero tem os seus instintos

amorosos, é da primavera. E chega o verão, há o canto do grilo, aparece Darbón, o médico do Platero, pesa arrobas, é desdentado e quase não come senão miolo de pão. “Enternece-se, como uma criança, com Platero. E se vê uma flor ou um passarinho, ri-se subitamente, abrindo a boca, com uma enorme gargalhada reprimida, que acaba sempre em choro”. Pois recorda como a sua filha jaz no velho cemitério. E chegam as andorinhas, agora é dia de festa, repicam os sinos, brilham nas janelas colchas de damasco escarlate, relincha Platero, sucedem-se os passeios, aquela amizade é inquebrantável, Platero é também amigo de ajudar, há uma tísica na aldeia, importa ajudá-la: “Eu ofereci-lhe Platero para que desse um curto passeio. Montada nele, que riso o da sua esguia cara de morta, toda olhos negros e dentes brancos. As mulheres apareciam às portas para nos ver passar. Platero caminhava devagar, como se soubesse que levava um frágil lírio de cristal”.

Sucedem-se as estações e as festas, a do carnaval intimida um tanto Platero, acaba por colaborar, mas contrafeito. O poeta mergulha enternecido na sua aldeia em festa, iluminada de vermelho até ao céu, sobem agrestes valsas nostálgicas no vento suave. Há lembrança de um menino pateta que já partiu para o céu e chegamos a um domingo de procissão, poeta e burrito ficam pelo campo, dourado pelas notas caídas do alegre revoar florido, estão em paz, homem e animal fitam-se de vez em quando. De vez em quando chora-se, é o caso daquela menina que era a glória de Platero e que depois partiu, havia que registar a dor: “Que pompa Deus pôs em ti, tarde do enterro! Setembro, róseo e dourado, declinava. Do cemitério, como ressoava o sino, no poente rasgado, a caminho da glória!... Regressei contornando os muros, só e triste, entrei na casa pela porta da cerca, e, fugindo dos homens, fui ao curral e sentei-me a chorar com Platero”.

Começaram os trabalhos de outono, passaram as férias, chegaram as primeiras folhas amarelas, é tempo das belas romãs, que descrição memorável: “Platero, que agradável sabor amargo e seco o da difícil casca, dura e agarrada como uma raiz à terra! Agora, a primeira doçura, aurora feita um breve rubi, dos grãos que vem pegados à casca. Agora, Platero, o núcleo apertado, são, completo, com seus finos véus, o esquisito tesouro de ametista comestíveis, sumarentas e fortes, como coração de não sei que rainha jovem. Que cheia está, Platero! Eh, come! Que rica! Com que gozo se perdem os dentes no abundante sabor alegre e rubro!”

É uma verdadeira sinfonia pastoral entre o homem e o seu companheiro, há aqui um maravilhamento franciscano que mete o orvalho e os pardais, o sabor dos frutos, os trabalhos campestres, o fim do dia e a aurora sempre saudada. Já chegámos ao inverno, tempo daquele Sol instantâneo e débil, vai renascer o bom tempo e é nisto que o poeta encontra Platero deitado na sua cama de palha, os olhos mortiços e tristes. A partir de agora é tudo uma amizade de memória, o poeta crê que está a ser visto por Platero, a sela do burrito foi posta num cavalete de madeira, é ali que as crianças brincam, trotam pelo prado dos seus sonhos: “Arre, Platero!, arre, Platero!” E o poeta despede-se: “Doce Platero, o tratador, meu burrinho, que tantas vezes levaste a minha alma – só a minha alma! – pelos fundos caminhos de catos, de malvas e de madressilvas: para ti este livro que fala de ti, agora que podes entendê-lo. Vai para a tua alma, que já pasta no Paraíso. Montada no seu lombo de papel leva a minha, que, caminhando entre silvas em flor para a sua ascensão, todos os dias se faz melhor, mais pacífica e mais pura”.

Questiono, pois, se esta écloga admirável não é mesmo para todas as gerações.

 

Mário Beja Santos

 








quinta-feira, 9 de junho de 2022

São Cristóvão pela Europa (178)

 


 

A região da Normandia, talvez pela sua relação com o mar, é rica na iconografia de São Cristóvão.

Vejamos hoje o Departamento de Seine Maritime cuja capital é Rouen.

A cidade de Dieppe é dominada pela Igreja de Nossa Senhora do Bom Socorro que se ergue num ponto proeminente. Inaugurada em 1876 é um lugar de culto, mas constitui também um memorial de homenagem a todos aqueles que pereceram no mar como testemunham as placas afixadas nas paredes da igreja.

E como protector dos viajantes lá está uma estátua do nosso Santo:





Em Omonville, junto à antiga Estrada Nacional 27, entre Dieppe e Rouen, uma estátua datada de 1937 e assinada pelo escultor francês Gabriel Dufrasne (1875-1949):




Em Barentin, no centro de uma rotunda, outra estátua de São Cristóvão, esta da autoria do escultor francês Pierre Pryas (1891-1982). Barentin, pequena cidade de 13000 habitantes, orgulha-se das suas 110 esculturas no espaço público, constituindo o que os locais chamam o museu na rua:






Finalmente, e sempre no departamento da Seine Maritime, a cidade de Yport, conhecida pelas suas falésias, tem na igreja de São Martinho um original vitral do nosso Santo. Uma imagem de meio corpo sem o Menino Jesus:





 

Fotografias de 7 de Maio de 2022

 

José Liberato

 


A magistral denúncia dos abomináveis crimes do estalinismo.


 


 

A vida de Arthur Koestler é em si mesma um romance. Nascido em Budapeste, no seio de uma família judaica, escritor, jornalista e ativista político, andarilhou pela Palestina, pela União Soviética e interveio na guerra civil de Espanha, onde foi condenado à morte. No início da Segunda Guerra Mundial radicou-se em Londres, altura em que corta com o partido comunista, desiludido pelos crimes do estalinismo. É exatamente sobre as purgas desencadeadas na década de 1930, quando Estaline assume despoticamente o poder, eliminando sistematicamente os militantes comunistas que tinha feito a Revolução Bolchevique e os companheiros de Lenine e de Trotsky que Arthur Koestler escreve uma obra-prima que durante décadas circulou graças à tradução inglesa. Em 2018 encontrou-se a versão original em alemão, agora o leitor tem à sua disposição a tradução em português, e com o título original Eclipse do Sol, Livros do Brasil/Porto Editora, 2022. 

Koestler terminaeste terrífico monumento literário já em plena Segunda Guerra Mundial. Como observam as tradutoras, “Narra-se aqui a história da vida e da morte de Nikolai Rubachov, um Comissário do Povo no tempo de Lenine, que é preso de um dia para o outro e atirado para a prisão para ser interrogado, sob acusações, completamente forjadas, de conluio com a oposição organizada a Estaline, incluindo o planeamento do seu assassínio. Apesar de um testemunho assinado confessando os crimes falsos, é fuzilado nas caves da prisão. A pressão psicológica, as ameaças e a tortura haviam-no levado a assinar o que não fez, o que, sem surpresa também para ele que bem conhecia os procedimentos, não o livrou da execução”. Rubachov tornar-se-á no símbolo deste cortejo infindável de crimes que os comunistas de todos os países procuravam justificar como a defesa do socialismo naquele período de transe, da implantação do comunismo num só país cercado de totalitarismos de sentido contrário. Koestler sabia dos Processos de Moscovo, com os quais Estaline preparou a liquidação da hierarquia militar soviética, na continuação de anteriores purgas em que o ditador se foi libertando dos próceres revolucionários, eram o seu principal incómodo ideológico, ele tinha uma visão autocrática da gestão do poder e assumia-se como um génio, todas as suas decisões eram inatacáveis. 

O que tornou este libelo acusatório uma das mais tremendas obras de denúncia de uma atmosfera sanguinária em que uma organização foi posta inteiramente ao serviço do culto de uma personalidade foi a portentosa arquitetura da escrita, revelar-se-á irrepetível, ao longo da História do comunismo soviético. 

 A trama organiza-se em três interrogatórios e aparece um posfácio intitulado A Ficção Gramatical, em que uma neta lê a um velho revolucionário o jornal onde se fala do julgamento de Rubachov. Tudo corre numa atmosfera asfixiante, na prisão, o velho herói consegue contatar por pancadas na parede com outro prisioneiro, foi metido numa cela onde há um catre de tábuas, uma enxerga, duas mantas sofrivelmente limpas, um lavatório, balde e uma janela à altura da cabeça. Rubachov fora detido em casa uma hora antes, o porteiro do prédio é o mesmo Vassili, velho revolucionário, que aparecerá no fim da obra. Este preso tem dores de dentes, marcha pela cela, tem poucas dúvidas sobre o seu destino, o fuzilamento. Por sinais vai falando com alguém que está na cela ao lado.

Rubachov passa em revista missões no estrangeiro onde foi encontrar comunistas perseguidos pelas novas ditaduras, comunistas que não percebiam como é que a URSS fornecia matérias-primas a inimigos ferozes do comunismo. Agora, com todo o tempo para pode interpretar a lengalenga propagandística que utilizara na esperança de acalmar aqueles revolucionários abandonados à sua sorte, dá conta das patranhas da dialética, das falácias utilizadas a favor da tese do comunismo num só país. E começam os interrogatórios. Primeiro aparece Ivanov, um velho companheiro, revela-se amável, discute com elevação, sente-se que o inquisidor está incomodado, sabe perfeitamente que Rubachov não pertence a nenhuma oposição, não organizou nenhum complô para assassinar Estaline. 

O herói Rubachov vai escrevendo um diário de prisão, e nisto surge outro inquisidor, agora da nova geração, homem na casa dos 30 anos, Gletkin, este não apoia os métodos de interrogatório feitos por Ivanov. Estamos na fase do segundo interrogatório, o preso continua a refletir sobre as suas atividades passadas, conhece no pátio da prisão um velho comunista que passou a maior parte da vida em prisões, pressente que vai ser fuzilado, mas diz constantemente que não podemos perder a esperança, o comunismo vingará. É nestes interrogatórios com Ivanov que Rubachov eleva à décima potência a denúncia do que seria o comunismo consequente: 

“Tão consequentes que nós, no interesse de uma distribuição de terras justa, deixámos morrer à fome, durante 1 ano e de modo planeado, cerca de 5 milhões de grandes e médios lavradores, juntamente com as suas famílias. Tão consequentes que, com vista à libertação das pessoas das cadeias do trabalho assalariado capitalista, mandámos cerca de 10 milhões de pessoas em trabalho forçado para o Ártico e para as florestas virgens do Leste, sob condições que se assemelham às dos antigos escravos das galeras. Tão consequentes que, para decidir sobre divergências de opinião, só conhecemos um argumento: a morte, quer se trate da questão da tonelagem dos submarinos, de adubos ou da linha do partido a seguir na Indochina (…) A nossa imprensa e as nossas escolas cultivam o chauvinismo, o militarismo, o dogmatismo, o conformismo e a imbecilidade. O poder e a arbitrariedade do Governo são ilimitados e sem igual na História; a liberdade de imprensa, a liberdade de pensamento, a liberdade de circulação foram exterminadas tão radicalmente como se nunca tivesse havido a proclamação dos direitos do Homem”. Mas Ivanov dá réplica. Entretanto, Bogrov, o herói lendário do primeiro levantamento da marinhagem russa, também é fuzilado. 

O terceiro interrogatório é a pedra de toque da monstruosidade sobre as fábulas criadaspor Estaline. Ivanov será fuzilado, era brando demais a interrogar este presoespecial, é o brutal Gletkin quem vai assumir essas funções e conduzir Rubachov a um cansaço tal que o levará a assinar toda a papelada que lhe põem pela frente, o argumento que o faz vacilar é de que o partido não se pode dividir, a sapiência genial do nº1 do Kremlin não pode ser posta em causa. 

Compreende-se agora como é que o retrato deste comunista revolucionário fez explodir controvérsias e debates, que se mantêm. 

Antes publicado em Portugal com o título O Zero e o Infinito, a obra-prima de Koestler é agora revelada pela primeira vez na sua versão integral, traduzida do alemão. 

De leitura obrigatória.

 

Mário Beja Santos 



 

segunda-feira, 6 de junho de 2022

São Cristóvão pela Europa (177).

 



 

Dediquei alguns dias do mês de Maio a percorrer caminhos ignorados da França.

Comecei pela Região Hautes de France, os Altos da França, correspondente à parte mais a Norte do país.

E inevitavelmente cruzei-me muitas vezes com o nosso Santo.

No departamento de Oise, em Agnetz, a Igreja de Saint Léger tem uma dimensão considerável em relação à povoação. A construção decorreu entre o Século XIII e o XIV. Numa capela dedicada a São Cristóvão, o nosso Santo está ao centro ladeado por São Nicolau e São Vaast. A imagem é de madeira policromada e produzida localmente, provavelmente no Século XVII.

 


 



No vitral do meio, cenas da vida do Santo:

 


 

Em Berck, departamento de Pas de Calais, um pequeno oratório com uma imagem tosca:

 

 



Em Lanchères, departamento do Somme, um monumento na entrada da povoação:






Fotografias de 6 de Maio de 2022

 

José Liberato