quinta-feira, 3 de abril de 2025

Um comandante do PAIGC, o homem dos mísseis Strela e de Guidaje, vem depor para a História.

 



 

Tirando o acervo documental, felizmente e em grande parte conservado e tratado, de Amílcar Cabral, para além das suas obras de cariz ideológico na luta anticolonial e como líder revolucionário, restam-nos poucos depoimentos de responsáveis do PAIGC, tanto no que se refere ao período da luta armada como nos tempos posteriores. Há uma primeira obra de Aristides Pereira, para a qual concorreu Leopoldo Amado, uma segunda também deste alto dirigente entrevistado pelo jornalista José Vicente Lopes, desta feita mais disponível e quebrando sigilos do passado; há o testemunho de Luís Cabral sobre a obra do irmão, a par do seu percurso dentro do PAIGC, biografia e hagiografia; temos igualmente testemunhos de dirigentes ou quadros do PAIGC de origem cabo-verdiana ou guineense, mas o cabal esclarecimento que comportam é diminuto, alguns deles  têm até a particularidade de serem de pura vanglória ou procurarem trazer justificação às tragédias de governação a partir de 1974 (das quais eles não têm qualquer responsabilidade).

O que Rosário Luz vem procurar neste trabalho biográfico (ou autobiográfico?) sobre Manecas Santos é procurar revisitar a viagem de uma sigla, revelada efémera, sobre a unidade Guiné-Cabo Verde, contando com um ator de eleição, o então jovem cabo-verdiano Manuel Maria Monteiro Santos, nascido na cidade de Mindelo, em ambiente burguês, tendo estudado em Lisboa e daqui partido para a luta, preparando-se em Cuba, e depois, degrau a degrau, galgando a hierarquia e assumindo responsabilidades nomeadamente no período histórico de 1973, quando o aparecimento dos mísseis Strela abanaram fortemente a última supremacia que restava às Forças Armadas na Guiné; viagem que se prolonga com o seu desempenho no poder do Estado, como chegou a ministro da Economia e das Finanças e vem agora depor sobre o colapso do Estado. Temos, pois, Manecas Santos na primeira pessoa, em jeito de prólogo fala da sua chegada à Guiné em 1968, como fez a tarimba, com quem combateu e aonde, em 1971 passa a ser comandante de um corpo de Exército e no ano seguinte, tendo voltado de treinos em antiaéreos na Crimeia, irá assumir o comando militar na frente norte.

Fala-nos do Mindelo, da família e do meio; concluído o liceu em S. Vicente, vem para Lisboa, estuda na Faculdade de Ciências, refere-nos os estudantes africanos, em 1964 parte para Paris, daqui segue para Argel, depois Havana, confessa que a intensidade do treinamento físico foi implacável e que, fisicamente, a guerra na Guiné não foi mais do que um passeio. Descreve o Exército de Libertação e como ele foi concebido por Amílcar Cabral. “Cabral cuidava pessoalmente da formação de todas as unidades do Exército. Era ele quem escolhia o comandante, o segundo oficial e organizava toda a estrutura. Apesar da sua baixa estatura, emanava autoridade, e quando era necessário impor-se, fazia-o sem titubear. No entanto, possuía uma natureza afável e um trato agradável. Mantinha uma relação de extrema proximidade com os soldados, chamando cada um pelo nome e visitando frequentemente as bases para verificar o andamento das operações.” Menciona o recrutamento dos guerrilheiros, como o trabalho de mobilização foi encetado no Sul. Alude à organização tanto do Exército como o papel das milícias, o apoio dado pela União Soviética, observa a importância da medida tomada no I Congresso em que o poder miliar ficou subordinado ao poder político. E deixa-nos uma descrição detalhada de como se processou a guerrilha na Guiné, esta foi o palco das mais violentas das guerras coloniais. É neste preciso instante que Manecas Santos nos traz a primeira inverdade: em meados de 1968, cerca de dois terços do território já estavam sob a administração do PAIGC.

Há cerca de 18 anos à porfia no que concerne a História da Guiné Portuguesa e a História da Guiné-Bissau, tenho-me deparado com mitologias e mentiras cujos autores teimam em franco despudor reincidir. O doutor Carlos Lopes, a quem devemos estudos de alto significado, escreveu que na Operação Tridente o PAIGC tinha abatido 500 militares portugueses; o historiador português Rui Ramos veio dizer que em 1970 o PAIGC tinha sido sustido, já não tinha bases na Guiné, vinha do exterior, flagelava e retirava – pergunta-se como é que é possível uma tirada destas quando possuímos a história das campanhas da Guiné que demonstram inequivocamente que nesse ano de 1970 íamos aos mesmo santuários em que PAIGC estava instalado há anos, e com pouco sucesso.

Inevitavelmente, falará da operação de cerco a Guidaje e da resposta das tropas portuguesas enviando um batalhão de comandos africanos até uma base do PAIGC em Cumbamory. Dirá: “Sofremos baixas absolutamente negligenciadas: cinco feridos e nenhum homem morto. O exército colonial sofreu baixas pesadas. O adversário deixou 16 cadáveres em campo, todos de comandos africanos.” Desse-se Manecas Santos ao cuidado de investigar o que sabemos sobre tal operação, teria ido ao Arquivo da Defesa Nacional, onde existe um registo das transmissões portuguesas que interferiram nas transmissões de Cumbamory para Conacri, onde se diz abertamente que as forças do PAIGC tiveram um número de mortos superior a 60…

Quanto ao assassinato de Cabral, é contido, não fala nem na PIDE nem em Spínola, dirá que foi praticado por ilustres desconhecidos, está certamente esquecido que o embaixador de Cuba em Conacri, Oscar Oramas, chegou pouco depois ao local do crime, e escreveu mais tarde que viu Osvaldo Vieira, entre outros, a esconder-se atrás da vegetação; acontece que esses ilustres desconhecidos ameaçaram todo o grupo cabo-verdiano de morte, deram-lhes ordem de prisão, enquanto se dirigiam para Sékou Turé. Acontece que não existe nenhum documento que comprove qualquer propósito de Spínola ou da PIDE para induzir tal assassinato. Mas convém deixar sempre no ar de que o complô tinha o braço longo de Spínola e dos seus infiltrados.

Reconheça-se a importância do seu depoimento na época do pós-Cabral, dá-nos um retrato da multiplicidade de contradições dentro do PAIGC e da sua ocupação do Estado, relata o definhamento ideológico, fala da sua atividade como ministro e quantos aos fuzilamentos praticados pelo PAIGC, dirá algo de surpreendente, que talvez por volta de 1976 Luís Cabral jantou com Ramalho Eanes em Belém, e este ter-lhe-á pedido que fossem devolvidos a Portugal antigos efetivos do exército colonial, Cabral Terá concordado, convocou altos responsáveis, entre eles António Alcântara Buscardini, chefe dos Serviços de Segurança do Estado e este, com toda a desfaçatez informou Cabral que os soldados não podiam ser devolvidos porque já tinham sido executados, tinha tomado individualmente tal decisão, Cabral engoliu a afronta. A história seguramente estará na desmemória de Manecas, haverá fuzilamentos, que estão devidamente registados até dezembro de 1977, e há que perguntar como é que é possível um chefe de segurança andar a praticar matanças sem o presidente saber. Nino Vieira será uma rábula parecida depois de 14 de novembro de 1980, manda abrir as valas de gente executada, ele que era primeiro-ministro, também não sabia…

Um testemunho para juntar ao de outros líderes do PAIGC, impõe-se como um retrato fiel do desmoronamento do Estado, onde Manecas Santos foi elemento preponderante. 


                                                        Mário Beja Santos




terça-feira, 1 de abril de 2025

São Cristóvão pela Europa (304).

 

 

 

Prossegui o périplo dinamarquês na ilha da Zelândia, a maior da Dinamarca se não considerarmos a agora tão falada Gronelândia.

Primeiro, estive no Mosteiro de Sorø.

O mosteiro foi instituído em 1140, tendo passado à importante Ordem de Cister em 1162.

Muito foi destruído desde então. Mas muito resta para ser visto, nomeadamente a Igreja construída em tijolo e no modelo seguido pela Ordem em toda a Europa.

No interior, para além de um magnífico fresco representando São Cristóvão, encontram-se vários túmulos reais. Entre eles o de Valdemar IV, bisneto da Infanta de Portugal D. Berengária, filha do nosso rei D. Sancho I, que foi rainha da Dinamarca ao casar-se em 1213 com o rei Valdemar II.

 




No Norte da ilha da Zelândia, visitei a igreja de Egebjerg, existente pelo menos desde 1295. É uma das mais antigas igrejas da Dinamarca construída em pedra.

Tem um único fresco que mostra um São Cristóvão lutando com as águas revoltas de um rio onde um peixe salta.  O Menino Jesus senta-se na sua mão direita enquanto, com a mão esquerda, o Santo se apoia no cajado que já floresce abundantemente.

A imagem, de três metros de altura, data da segunda metade do Século XIV e caracteriza-se por o Santo ter um aspecto franzino quase de Madonna, o que é invulgar.

 



A igreja de Egebjerg situa-se junto ao litoral e constituía ponto de referência dos navegadores. Por isso talvez a presença do nosso Santo.

Muito próximo, a praia de Lommestenen com uma beleza invernal muito própria destas costas do Mar do Norte:




 

                                        Fotografias de 4 e 5 de Fevereiro de 2025

                                                                        José Liberato



Usbequistão, encruzilhada de civilizações (21).

 

 

 

Se as imagens diurnas da cidade de Khiva, antigo oásis, são lindíssimas, as noturnas não ficam atrás.

Não precisam aliás de palavras.

 



 




 

                                Fotografias de 2 e 3 de Outubro de 2024

                                                             José Liberato





sábado, 29 de março de 2025

São Cristóvão pela Europa (303).

 

 

 

No início de Fevereiro, tive a oportunidade de ir à Dinamarca e não deixei de aproveitar para procurar imagens de São Cristóvão no país.

A Dinamarca é constituída por um grande número de ilhas, cerca de 1400. A ilha mais a Sudeste é a de Møn.

Nela se situa a Igreja de Fanefjord dedicada a São Nicolau. A sua construção iniciou-se cerca de 1250. Como em muitas igrejas dinamarquesas, os frescos são excepcionais. Os mais antigos são da segunda metade do Século XIV e um deles representa São Cristóvão. Os restantes são datados de cerca de 1500.

Foram todos tapados com cal em 1536 por altura da adesão à Reforma, tendo apenas sido redescobertos em 1929.

Um dos mais interessantes é o da dupla intercessão. À direita, a Virgem Maria, acompanhada por um grupo de mulheres, implora a um Jesus Cristo agonizante. À esquerda, Jesus Cristo ajoelhado intercede junto de Deus, sentado no Seu trono.

 






Sanderum situa-se no centro da ilha de Fiónia, por sua vez no centro da Dinamarca.

A sua Igreja de São Miguel foi construída em 1150, tendo sido acrescentada com uma torre por volta de 1400.

Os frescos da igreja são magníficos. Um deles representa São Cristóvão.

Outro apresenta a imagem de Cristo numa mandorla, uma aréola oval em forma de amêndoa. A Virgem, à Sua direita aponta para um peito de forma a mostrar que é Sua Mãe. O Seu amigo São João Baptista encontra-se à sua esquerda. Uma espada perfura a Sua cabeça, mas do outro lado surge transformada em ramos e flores.

Noutro ainda, podemos ver Santa Ana dando um fruto ao Menino Jesus na presença da Virgem Maria.

Imagens muito explícitas mostram o diabo em atitudes escabrosas.

 






                                    Fotografias de 1 e 4 de Fevereiro de 2025

                                                                                José Liberato






segunda-feira, 24 de março de 2025

Usbequistão, encruzilhada de civilizações (20).

 

 

 

Para ir da cidade de Boukhara para a cidade de Khiva, há que atravessar o deserto de Kyzil Kum. É um dos maiores desertos do Mundo, estendendo-se por cerca de 300 000 quilómetros quadrados, uma área correspondente a três vezes a área de Portugal.

Apercebemo-nos como, no tempo da Rota da Seda, estas cidades eram oásis num longo e penoso caminho entre a China e o Mediterrâneo.

 





 

Khiva é considerada a mais intacta e remota cidade da Rota da Seda. Aqui os viajantes encontravam poços de água doce que saciavam a sede de quem fazia milhares de quilómetros em condições extremas. Mas era também cidade de ladrões e escravos. No Século XIX uma expedição militar, tentou sem sucesso libertar 3 000 escravos russos.

O Khan de Khiva foi destituído em 1919 para dar lugar a uma efémera República Soviética do Khorezu. Só em 1924 foi integrada no Usbequistão.

A cidade é de uma beleza extraordinária. As suas ruelas e os seus monumentos dão-lhe um encanto muito especial.

 








                                            Fotografias de 2 e de 3 de Outubro de 2024

                                                                                            José Liberato




sábado, 22 de março de 2025

Carta de Bruxelas.





                                                                A terra sobre os olhos



O historiador da arte Bernard Berenson nasceu Bernhard Valvrojenski, em Butrimonys, na Lituânia, numa família judia; tendo-se convertido ao cristianismo, foi episcopaliano quando a família emigrou Boston em 1875, e, em seguida, católico, quando já vivia em Itália, para onde se mudou depois de ter viajado na Europa em 1887, após a licenciatura. Berenson nunca deixou de se confrontar com a questão judaica; numa entrada do diário, de 2 de Setembro de 1953, deixou uma observação esperançosa. Via no poder nacional e no valor militar nele fundado uma carta de alforria, o caminho para a igualdade.

«Não serem objecto de desprezo» é do que os judeus precisam. Certamente, nenhum outro «povo» – quero dizer um grupo cuja coesão foi mantida por hábitos, usos, costumes, tradições, rituais – nenhum outro povo que chegou até aos nossos dias com uma história ininterrupta de uns bons três mil anos serviu tão bem a humanidade. Aos cristãos e aos maometanos deu-lhes a sua religião, nunca deixou de contribuir para o pensamento e a literatura, e, nos últimos 150 anos, nenhum outro povo esteve presente de modo tão criativo e tão fecundo em todos os aspectos da actividade humana, até na militar quando lhes foi permitido.  Que a maior parte dos não judeus sinta desprezo por eles, porém, não só os torna ressentidamente infelizes e servilmente ansiosos por serem bons burgueses, acatando as regras da média em todos os países, mas leva-os também a desprezarem-se a si mesmos até ao ponto de se suicidarem, como foi o caso de Weininger. A solução pode estar num Estado plus – um plus muito grande – a glória militar, o único valor que todos nós reconhecemos como supremo. Se os judeus criassem um Estado militar poderoso, desapareceria o desprezo de que são alvo.»

É uma concepção de uma época, de duas épocas atrás. Dos tempos em que os judeus ficavam à porta da sociedade, partilhando com outros grupos marginais e marginalizados a mesma condição de inferioridade. Apesar da emancipação civil e política, o ferrete das origens não desaprecia. Berenson vê no poder, entendendo que é antes de mais o poder de responder taco a taco, de armas na mão, armas iguais às dos agressores, a possibilidade de os judeus se constituírem como um povo em pé de igualdade com os outros povos. A derrota do nacional-socialismo seria o fim da discriminação; a fundação do Estado de Israel, soberano entre soberanos, a ratificação última da igualdade. E, no entanto, o nazismo não foi o derradeiro capítulo de uma história contínua, milenar de perseguição. Foi algo de novo. E essa novidade permaneceu. Na concepção nacional-socialista, a dualidade ariano-judeu constitui uma oposição insanável, que está para lá de todo e qualquer conflito político, são dois tipos absolutos e de igual poder. Para que um viva, o outro tem de morrer. Assim, o judeu foi guindado a uma posição insigne, negativamente insigne. Se no pós-guerra, um pós-guerra que começa uma década depois do fim das hostilidades (recorde-se as dificuldades de Isaac Schneersohn  para erigir um memorial do genocídio; inaugurado apenas em 1956, foi até ao início da década de 60 o único do mundo num espaço público), o judeu não é exactamente igual, isso deve-se ainda a ter sido alvo de todo o género de exacções e violências. O apoio da União Soviética a vários países do Médio Oriente assinalou o início do divórcio da opinião pública, por via esquerdina, é certo, mas não só por aí, relativamente a Israel. Paradoxalmente, foi ao mesmo tempo o início da entronização do estatuto que o nazismo atribuíra aos judeus. Os inimigos figadais de ontem geraram ambos o mesmo fruto e, nesta coincidentia oppositorum diabólica, os judeus tornaram-se a encarnação do mal absoluto e universal no mundo. O poder, em que tantos depositaram as esperanças da igualdade, revelou-se, numa desfiguração retroactiva, o elemento que apunha o selo definitivo no novo estado de coisas. Em grande medida, o 7 de Outubro de 2023 consumou o que veio à luz com o nacional-socialismo – foi a sua vitória. Por mais que custe dizê-lo. As meias tintas que vigoraram depois de 45 (mas também a Shoah, entendida quase sempre à luz da continuidade história) ficaram para trás, caracterizam uma época – hoje vista como indecisa pelo novo sentido que um novo acontecimento lhe impôs – que acabou por não ser um crédito adiantado, antes foi o início de uma dívida cuja cobrança coube por fim ao 7 de Outubro de 2023 e às suas repercussões. Pelo poder, a igualdade almejada retirou-se do mundo, e deixou cadáveres como a maré vazia deixa destroços numa praia. Cadáveres absolutos e universais de uma nova época.

 

                                                    João Tiago Proença


quinta-feira, 20 de março de 2025

São Cristóvão pela Europa (302).

 

 

 

É tempo de voltar ao nosso querido rectângulo. Visitei em Janeiro três freguesias todas no Norte de Portugal e tendo como orago São Cristóvão.

Comecei pela freguesia de Candemil na parte Sudeste do concelho de Amarante, junto ao concelho de Baião. A paróquia já é mencionada no Século VI, sendo chamada de Sancto Christophori de Candemir a partir de 1152, ou seja, antes da Lenda Dourada de Voragine que estabelece a história de São Cristóvão!

A igreja sofreu imensas alterações, as últimas das quais no Século XIX, sendo que todas as imagens foram roubadas no início do século seguinte.

No interior, uma imagem no altar-mor e outra na sacristia.

 

 





 

Totalmente remodelada no Século XVIII, a igreja Paroquial de Mondim de Basto, é hoje uma típica igreja de estilo barroco. De gótico, apenas a porta lateral. O tecto ostenta, no caixotão central, a imagem de São Cristóvão.

 




Finalmente, e também em Trás-os-Montes, a Igreja Paroquial de Parada de Cunhos no concelho de Vila Real é também barroca. Tem imagens de São Cristóvão num nicho da fachada, no tecto como na igreja de Mondim de Basto e no altar-mor.

 





                                Fotografias de 17 de Janeiro de 2015

                                                                      José Liberato




terça-feira, 11 de março de 2025

Usbequistão: encruzilhada de civilizações (19).

 

 

 

Nos arredores de Boukhara, o palácio Sitorai Mokhi Khosa, o que é traduzido de forma algo contraditória por Palácio das Estrelas como a Lua, era a Residência de Verão do Emir de Boukhara. O Palácio que se vê hoje foi construído no início do Século XX pelo último emir que, como já vimos, foi destituído em 1920. Não teve, pois, muito tempo para o gozar…

A decoração é de gosto predominantemente europeu.

 








Já na saída de Boukhara na direcção do deserto, a Necrópole Chor Bakr, construída no Século XVI, destinava-se a dar sepultura a muitos dos líderes religiosos, em especial a Abu Bakr-Said que viveu no Século X.

 




 

                             Fotografias de 1 e 2 de Outubro de 2025

                                                                         José Liberato