quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Os segredos da baroneza Staffe.

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Sobrecarregamos muito a nossa vida, cuidamos de muita cousa ao mesmo tempo e nenhum de nós, mesmo aqueles a quem se chama os felizes, mesmo os velhos que d’antes tinham direito ao repouso, nenhum de nós se pode gabar de ter momentos do ocio.



 
O mais simples chá acaba por um concerto ou por uma recita; o baile mais modesto reclama intermédios; o estupido cotillon necessita de novas figuras e de accessorios mais numerosos.




Muitas pessoas me teem confessado não saberem que fazer das mãos quando estão deante de gente, para que não pareçam destituídas de cerebro, de raciocinio.




Cinco minutos antes de entrarem n’uma sala tôrçam pois as mãos, como se estivessem com um violento accesso de desespero.

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