sábado, 11 de junho de 2016

Sugestões de Feira.

 

- Rebecca West, Estufa com Ciclâmenes, Lisboa, Relógio D’Água, 2016
 
 
 
 
 
 
- Olivier Rolin, Sibéria, Lisboa, Tinta-da-china, 2016
 
 
 
 
- Bernardo Santareno (texto e fotografias), Nos Mares do Fim do Mundo, Silveira, E-Primatur, 2016 
 
 
 
 
- Clarice Lispector, Todos os Contos, Lisboa, Relógio D’Água, 2016
 
 
 
 
- André Tavares, Uma Anatomia do Livro de Arquitectura, Porto, Canadian Centre for Architecture/Dafne Editora, 2016
 
 
 
 
 
- Isabel Drummond Braga e Paulo Drummond Braga (org.), Animais e Companhia na História de Portugal, Lisboa, Círculo de Leitores, 2015
 
 
 
 
- Aniceto Afonso e Carlos de Matos Gomes, A Conquista das Almas. Cartazes e Panfletos da Acção Psicológica na Guerra Colonial, Lisboa, Tinta-da-china, 2016
 
 
 
 
- Umberto Eco, Histórias das Terras e dos Lugares Lendários, Lisboa, Gradiva, 2015
 
 
 
 
- Philip Hoare, Leviatã. Em busca dos gigantes do mar, Lisboa, Cavalo de Ferro, 2015
 

 
 
- Predrag Matvejevitch, Breviário Mediterrânico, Lisboa, Quetzal Editores, 2009
 

 
- José Baganha, A Arquitetura Popular dos Povoados do Alentejo, Lisboa, Edições 70, 2016
 
 
 
 
- Norman Davies, Reinos Desaparecidos, Lisboa, Edições 70, 2016  
 
Estes são alguns livros que eu iria comprar na Feira. Tenho-os quase todos, sei do que falo. Por isso, talvez não os compre, mas recomendo muitíssimo que o façam. Só me falta o do Eco que, por excesso de confiança na minha capacidade de arremate, não comprei a tempo, nem sei se chegará a tempo desta Feira do Livro, numa reedição que se exige. Mas o melhor da Feira, mesmo do bom, é o que não se deseja nem procura, do título desconhecido à oleosa fartura. E, claro, a chuvinha que por lá sempre aparece, ano após ano. Depois o pingo passa, e até faz parte da graça. Como as sessões de autógrafos a que ninguém vai ou a vozinha da menina a anunciar palestras, e os livros do dia. Às tardes de maior calor, multidões incandescentes descem o Parque ao rubro: namoradinhos tão agarradinhos que foram ali parar às apalpadelas, professoras dos liceus de Oeiras carregando às costas o Ken Follett das férias. De permeio, bem ao meio, o olhar esquivo-maroto do esposo cai no tratado das posições eróticas, ao colo o mais novo todo lambuzado do algodão que é doce. Lá no alto, quase ao topo,  o autor consagrado pergunta enfastiado o nome alheio – e rabisca o seu. Na Sociedade Bíblica, uma  italiana erasmus pede o dicionário de bolso franco-portugais. Mandam-na até ao Avante!, que fica mesmo defronte. Já fora do recinto autorizado, os sempiternos maluquitos dos manifestos e da poesia d’autor. E, no caminho ao WC (imundo), há versos fru-fru de Camões. Coisas de feira, enfim.

 
 
 
 

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