quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Aaaaa… Michurin!




A valsinha nada tem de primaveril e a Primavera ainda está longe. Se lhe fosse acrescentado um ponto de exclamação ao nome, soaria até como um espirro: “Michurin”! Mesmo assim, quer-me parecer que só nasceu para sacudir a letargia de jardins de fim de Inverno, seja a invernia em sentido literal ou figurado -- e a letargia, a do corpo ou a do espírito.  

O que é certo é que Dimitri Chostakovitch a compôs para um filme com jardins em paragens frias. Mais exatamente, sobre alguém que fez nascer jardins -- muitos jardins -- em sítios frios: Michurin. Ivan Vladimirovich Michurin, jardineiro, hortelão, colecionador de plantas e grande agrónomo autodidata.

Tão grande que recebeu convites para ir vicejar na América, mas preferiu continuar plantado na Rússia dos Czares, tão hostil às suas ideias. Lá perseverou e hoje, pelo mundo fora, há jardins comunitários com o seu nome.

O jardinzinho que começou por criar na sua cidade natal, esse, foi crescendo até se transformar num portentoso horto público.

Há histórias assim. E música a condizer com elas.




Manuela Ivone Cunha

 

 


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