segunda-feira, 20 de outubro de 2025

São Cristóvão pela Europa (326).

 

 

 

Bolzano é a capital da província do mesmo nome na Região italiana do Trentino- Alto Adige

Nos Séculos XVII e XVIII, o Grand Tour constituía a viagem de aprendizagem que grandes vultos da Europa Central faziam, em especial a Itália, para absorverem a cultura da península. Era uma autêntica viagem de iniciação e aprendizagem.

O escritor alemão Goethe (1749-1832) foi um deles como já fora seu pai. Em 1786 atravessa a passagem de Brenner e em poucos dias chega a Bolzano.

No seu livro Viagem a Itália, descreve o ambiente de Bolzano há quase dois séculos e meio:

Cheguei a Bolzano sob um sol brilhante. Alegrei-me de ver tantos rostos de comerciantes que reflectem de forma viva uma existência plena de propósito e extremamente confortável. Na praça, havia mulheres a vender fruta em cestos redondos e baixos, com mais de quatro pés de diâmetro, onde acamavam os pêssegos dispostos lado a lado de modo a não se tocarem. Nesse momento, lembrei-me de um verso que vira escrito na janela da estalagem de Ratisbona:

 

"Comme les pêches et les melons

Sont pour la bouche d'un baron,

Ainsi les verges et les bâtons

Sont pour les fous, dit Salomon."

 

Tal como os pêssegos e os melões

São para a boca de um barão,

Assim as estacas e os bastões

São para os loucos, diz Salomão


 



A Catedral de Assunção de Maria em Bolzano foi consagrada em 1180 e remodelada depois no estilo gótico.

No seu interior, um belo tríptico com uma imagem de São Cristóvão:

 



 

No Museo Civico, um mural com a imagem do nosso Santo decora uma das suas paredes exteriores:

 



E finalmente, junto à estação de comboios da cidade uma fonte homenageia São Cristóvão.

A estação, concluída no final dos anos 20 do Século XX, insere-se na estética do período fascista e a estátua que encima a fonte é da autoria do escultor austríaco Franz Ehrenhöfer (1889-1939)

 




 

 

                                Fotografias de 5 de Agosto de 2025

                                                                   José Liberato





quinta-feira, 16 de outubro de 2025

São Cristóvão pela Europa (325).

 

 

 

E prossegue a saga entre montes e vales italianos.

A igreja de São Nicolau em Albion (Albions) foi reconstruída em meados do Século XV após um incêndio. Debaixo de um alpendre, um enorme fresco de São Cristóvão de 1496.

 



 

Em Chiusa (Klausen), a igreja de São Valentim foi reconstruída em 1414 também na sequência de um incêndio, tem um fresco do nosso Santo do princípio do Século XV. Há quem insira este fresco no movimento estilo belo e suave (schönen weiche stil) que se desenvolveu na Europa Central cerca de 1400. Este movimento pretendeu abandonar as imagens demasiado severas dos Santos, em especial da Virgem Maria, para as representar de uma forma mais suave através de rostos mais belos e vestes mais ricas.

 




Em Ritten (Mittelberg), outra igreja de São Nicolau, reconstruída no início do Século XV no estilo gótico. Dela avista-se uma paisagem belíssima. No exterior uma imagem de São Cristóvão.

 





Ao contrário do que é costume, voltemos ao número 322 desta série a propósito de uma polémica recente lançada pelo best-seller O segredo dos segredos de Dan Brown.

No capítulo 130, o autor, sempre interessado na simbologia, refere-se à sereia do logotipo da cadeia Starbucks. Tem duas caudas e, portanto, segundo ele, será uma sirena e não uma sereia. As sirenas seriam sereias malévolas cujo objectivo era atrair os navios ao naufrágio. Penso que esta distinção não estará muito correcta.

Mas a curiosidade que quero sublinhar está no São Cristóvão de Maranza. Se ampliarmos a imagem, vemos a seus pés uma sereia com duas caudas!

 



                                                             Fotografias de 5 de Agosto de 2025

                                                                                                José Liberato


quarta-feira, 15 de outubro de 2025

São Cristóvão pela Europa (324).

 

 

 

Entre Bressanone e Bolzano estende-se o Eisacktal ou Vale do Eisack, onde a densidade de imagens de São Cristóvão se aproxima da do Vale de Puster.

A igreja de São João e São Clemente de Scezze (Tschötsch) é a igreja paroquial. No exterior, debaixo de um telheiro, um fresco de São Cristóvão de princípios do Século XVI.

 



A igreja de São Martinho em Gudon (Gufidaun) data do Século XV. No exterior, um fresco representando o nosso Santo. Da igreja, avista-se uma paisagem deslumbrante.

 




 A igreja de São João Baptista em Fraina (Freins) é uma encantadora igreja de montanha consagrada em 1239. Dessa época, apenas subsistem as paredes. Um fresco de São Cristóvão situa-se ao lado da entrada.

 




Um menológio é um calendário enumerando os dias em que a liturgia da Igreja (em especial a ortodoxa) celebra os santos. Um menológio foi feito para o Imperador bizantino Basílio II (976-1025). Em 15 de Dezembro fará mil anos que o imperador morreu.

Referindo-se a São Cristóvão, o documento, anterior à sua lenda medieval, refere que se diz que ele tinha inicialmente uma cabeça de cão e que devorava seres humanos. Mas, quando acreditou em Jesus Cristo, mudou. Isto não é exacto. O que é verdade é que Cristóvão foi antes pagão, feroz e cruel.

Ou seja, o mito oriental da cabeça de cão significa uma espécie de alegoria.

 

 

                                                    Fotografias de 5 de Agosto de 2025

                                                                                        José Liberato





Carta de Bruxelas.

 








                                                     Fotografias de João Tiago Proença








domingo, 12 de outubro de 2025

São Cristóvão pela Europa (323).

 


 

 

Hans Christian Andersen (1805-1875), famoso escritor dinamarquês, é sobretudo conhecido pelos seus maravilhosos contos infantis, como A pequena sereia, O patinho feio, O pequeno polegar, O soldadinho de chumbo ou O rei vai nu.

Uma faceta menos conhecida da sua obra é a da literatura de viagens. Esteve em Portugal e escreveu um livro sobre o nosso País. Esteve também na Itália e viajou pelo Tirol italiano, ou seja, a região que venho descrevendo, e que hoje se chama Trentino-Alto Adige.

Livro de imagens sem imagens é uma obra muito interessante de Hans Christian Andersen. Em cada noite, a Lua descreve ao autor o que observou nas suas rotações ao redor da Terra. Na vigésima segunda noite, descreve o seguinte:

“Do alto, olhei para o Tirol” – disse a Lua. Os meus raios fizeram com que os pinheiros escuros lançassem sombras pesadas sobre as rochas. Vi as figuras de São Cristóvão, com o Menino Jesus no seu ombro, pintadas nas paredes das casas. São imagens enormes que se estendem desde o chão até aos beirais dos telhados, umas após outras.

 

Na cidade de Bressanone (Brixen), a terceira cidade da província de Bolzano, a igreja de Santa Catarina dos Capuchinhos, na sua actual forma, foi consagrada em 1604, anexa ao mosteiro. O altar-mor foi criado no Século XVIII por Franz Sebald Unterberger (1706-1776), pintor tirolês barroco. Ao centro, o casamento místico de Santa Catarina. À esquerda, Santa Úrsula e à direita, São Cristóvão.

 




 

A Catedral de Brixen foi reconstruída em estilo românico em 1174 e depois ampliada no período barroco. É, desde 992, a sede dos bispos de Brixen. Um deles foi Papa sob o nome de Dâmaso II, em meados do Século XI.

Os claustros são profusamente decorados com frescos dos períodos românico e gótico. Um deles representa o nosso Santo.

 




 

Nos arredores da cidade uma igreja merece atenção: St. Cyril bei Tils.

Chegar à igreja de St. Cyril bei Tils não é tarefa fácil como se vê pelo caminho… A recompensa é a existência de dois notáveis frescos de São Cristóvão, um interior e outro exterior.

 





 

                                            Fotografias de 5 de Agosto de 2025

                                                                               José Liberato





sábado, 11 de outubro de 2025

Uma breve história do Ultramar como jamais se escreveu.

  




          A obra intitula-se A Mais Breve História do Ultramar, trabalho do investigador David Moreira, com prefácio do Presidente da República, Ideias de Ler/Porto Editora, 2025. O autor escolheu um tempo preciso, tem como percurso histórico as balizas da Conferência de Berlim e a descolonização, acrescendo um capítulo sobre o 25 de abril, as independências em África e em Timor-Leste. Correm-se riscos, e bem temerários, de ensaiar em menos de 300 páginas, e necessariamente com um olhar diferenciado de trabalhos já publicados, o espartilhar um período histórico tão tumultuoso, com menos 150 anos. Acresce que nos fica a dúvida se deve arrancar a análise histórica com a dita Conferência de Berlim, indiscutivelmente marco miliário definidor da configuração do Terceiro Império, sem dar ao leitor, não especializado, uma síntese do pano de fundo, isto é, todo aquele século XIX em Portugal foi um arrastar de traumas, dos quais a independência do Brasil teve um poder avassalador. No século XVII, a dinastia dos Bragança teve de lançar mãos à obra para juntar os pedaços imperiais da União Ibérica, os inimigos dos Habsburgos aproveitaram-se para ocupar posições outrora portuguesas em vários continentes; procurou-se consolidar os territórios sobrantes em África, no Oriente, no Brasil (esta a parcela tida como a joia da Coroa) e a partir de 1822, com guerra civil pela frente, um país empobrecido foi engendrando um quadro ideológico que se materializou no sonho africano. É o que me parece que David Moreira devia ter esclarecido em termos preambulares.

          Ele entra diretamente na partilha de África, nas novas cobiças de alemães, franceses e britânicos, as tentativas de consolidar posições através de expedições ditas científicas e campanhas de ocupação militar, até se chegar ao episódio glorioso de fazer capitular Gungunhana, o Leão de Gaza. Observa o investigador corretamente que “A impressão de superioridade militar e tecnológica dos portugueses neste período pode ser apontada como um dos fatores a que se cometessem erros crassos no futuro. Logo em 1904, o exército sofreu uma autêntica derrocada no sul de Angola às mãos dos guerreiros Cuamatos. A subestimação dos desafios da ação militar em África durou mesmo até ao tempo da República, com repercussões catastróficas para Portugal.”

Chegados à I República, prosseguiram as negligências, lembra o autor que entre o Ministério da Marinha e o novo Ministério das Colónias, a pasta dedicada às províncias ultramarinas passou pela mão de 13 ministros diferentes no período de seis anos, os territórios não mapeados, faltavam as redes de estradas e os caminhos de ferro, as comunicações dependiam da navegação britânica. Em 1913, os governos britânicos e alemães chegaram a planear uma partilha amigável de Angola e Moçambique, houve protestos dos franceses e a seguir começou a I Guerra Mundial, irão surgir graves problemas militares em Angola e Moçambique. Os militares não perdoaram as ineficiências das elites republicanas. “Não por acaso, algumas das grandes figuras do fim da República haviam visto a questão moçambicana de perto. Esta lista vai de Gomes da Costa, que inspecionou as tropas após a rendição, ao seu genro Massano de Amorim, governador de Moçambique durante a fase mais crítica da guerra. Já Alves Roçadas, um dos pontas de lança da revolta contra o republicanismo, havia testemunhado e protagonizado uma desgraça na frente angolana.” Começam a surgir no pós-guerra relatórios sobre as condições laborais em Moçambique e Angola, dizem-se verdades como punhos, bem se pretendeu negar categoricamente as acusações.

Com a ditadura e o Estado Novo vão ser redesenhadas as leis da administração colonial, segue-se o Ato Colonial de 1930, ali se codifica a natureza da ocupação portuguesa desses territórios: “É da essência orgânica da Nação Portuguesa desempenhar a função histórica de possuir e colonizar domínios ultramarinos e de civilizar as populações indígenas.” Estamos numa época em que os países coloniais lançam mão de exposições e feiras, assim vai nascer a Exposição Colonial do Porto em 1934, que decorreu no Jardim e Palácio de Cristal, trouxeram-se membros das colónias, não faltaram indianos encantadores de serpentes, nem macaenses a retratar uma casa de chá e guineenses de peito ao léu. O ativista da exposição, Capitão Henrique Galvão criou o famoso mapa em que sob a Europa aparecem as colónias portuguesas e onde se diz que Portugal não é um país pequeno.

Finda a II Guerra Mundial, era de todos sabido que os norte-americanos iriam apoiar as descolonizações, a independência da Índia, os acontecimentos na China com a chegada dos comunistas ao poder, deixaram sinais inquietantes ao nosso pensamento colonial. Os estudantes das colónias irão encontrar-se na Casa dos Estudantes do Império, por lá passarão, entre outros, Amílcar Cabral, Agostinho Neto, Joaquim Chissano e Pedro Pires. Galvão, em 1945, desembarca no Lobito, continua encantado pelo sonho de Portugal pluricontinental, mas o seu relatório sobre o trabalho dos indígenas nas colónias, em 1947, provoca o pandemónio, a imagem que pintava era desoladora e dirá mesmo, sobre o trabalho forçado, que a situação era pelo menos tão desumana como era no tempo da completa escravatura. Salazar tenta atrelar-se ao mundo ocidental político, Portugal entra na ONU e na NATO, mas acontece que anos depois os novos países africanos vão deter a maioria do voto a questão indiana irá agravar-se e ter o seu desfecho em 1961. Haverá explosões nesta ou naquela colónia, mas as notícias serão proibidas, caso do massacre em Batepá, na Província de São Tomé e Príncipe, em 1953, a sublevação de Viqueque, em Timor, em 1958, e os acontecimentos do Pidjiquiti, em 1959. O regime procede a uma metamorfose, deixámos de ter um Império Colonial, passámos a ter o Ultramar.

Dá-se o despertar do pan-africanismo, a par das superpotências surge o Movimento dos Não Alinhados, ganham notoriedade mundial depois da conferência de Bandungue, tudo mudara: Nasser decidira a nacionalização do Canal do Suez, Fidel Castro ganha uma guerrilha e pôs fim a um regime militar despótico, a África do Norte mostra-se recetiva à independência de todos os povos africanos. E o autor desfia o corolário dos acontecimentos a partir dos tumultos angolanos, em 1961, vê os EUA a apoiar Holden Roberto, o presidente Kennedy vai se ruma dor de cabeça para Salazar, crescem os contingentes para Angola, o ditador vê-se obrigado a uma iniciativa reformadora, esta vai ser liderada por Adriano Moreira, aboliu o estatuto de indígenas, desencadeia um processo de grande renovação da legislação ultramarina. A luta armada eclode na Guiné e depois em Moçambique. Cabral passara bastante tempo a planear a estrutura do movimento que juntasse o máximo possível de etnias guineenses, enquanto se aliciavam jovens no interior da Guiné para se juntarem ao PAIGC em Conacri, obtiveram-se apoios da China e da União Soviética e da Checoslováquia para formar a armar os guerrilheiros, da ideologia cuidada de Cabral. Dele diz David Moreira: “Político exímio, montou uma complexa teia de alianças que ainda hoje, mais de cinquenta anos volvidos, se continua a desvendar e da qual fizeram parte países asiáticos, europeus, americanos e, claro, africanos.”

 Dá-nos um quadro da evolução da FRELIMO em Moçambique, Marcelo Caetano substitui Salazar, o resto conhecemos todos mais ou menos com uma certa clareza: Spínola na Guiné, levou consigo um projeto que se revelou assustador para Cabral: a Guiné para os guinéus, isto quando o líder do PAIGC falava na Unidade Guiné Cabo Verde, algo com que, no fundo, os guineenses jamais estavam de acordo, os cabo-verdianos tinham sido os representantes do colonialismo e não escondiam um desprezo até de índole racial aos guineenses. A FRELIMO foi crescendo a sua influência, em dado momento, estamos já em janeiro de 1974, o ímpeto guerrilheiro atingiu metade de Moçambique, e assim como o PAIGC recebeu mísseis terra-ar, o mesmo aconteceu com a guerrilha moçambicana.

Desde 1973 que os militares do quadro permanente estão em desavença com o Governo, não gostaram da criação de um quadro especial para oficiais, lentamente irão melhorando a sua organização e irão formar o MFA. O livro de Spínola Portugal e o Futuro não deixa qualquer ilusão a Marcelo Caetano, e depois da sublevação malograda das Caldas da Rainha o regime chegou ao fim no dia 25 de abril de 1974. O processo de descolonização não ficará concluído nesse ano, haverá ainda o Acordo do Alvor, que falhou, Angola conhecerá a guerra civil a partir de 1995 e haverá igualmente a tragédia timorense. E assim David Moreira conclui a sua obra:

“Em 25 anos, Portugal passou de pária internacional a bastião do multilateralismo e defensor da democracia. Sem paralelo entre as ex-potências coloniais, num prazo minúsculo de tempo, em simultâneo a todas as suas batalhas internas, Portugal, de forma praticamente unânime, renunciou ao colonialismo.

Numa caminhada por vezes difícil, e com os retrocessos típicos dos choques com a realidade, Portugal começou a ajustar as contas com o seu passado, em particular com as páginas de Batepá e Wiriyamu. E assim foi criando uma sociedade onde se normaliza falar do Tarrafal, em que se publica a poesia Portinho Neto, em que se celebra a beleza e a história de Goa, em que se recorda Amílcar Cabral e onde a Fundação Calouste Gulbenkian restaura o Forte de São João Baptista de Ajudá.”

É uma narrativa que constitui indiscutivelmente um olhar original para uma brevíssima história do Ultramar.


                                                                    Mário Beja Santos




quinta-feira, 9 de outubro de 2025

São Cristóvão pela Europa (322).

 

 

 

Termino o Vale de Pustertal onde a densidade de imagens de São Cristóvão é absolutamente extraordinária.

A igreja de São Segismundo, numa povoação do mesmo nome, é uma das mais belas igrejas da Região. Foi construída em meados do Século XV. No seu interior, um belo altar tem a data de 1440. Quando as suas abas se fecham revelam uma imagem de São Cristóvão. O autor é conhecido pelo mestre de St. Sigismond.

Mais uma demonstração da capacidade que a história do Santo tem de impactar as obras de Arte.

No exterior, um fresco.

 





 

Em Vallarga (Weitental), a Igreja de São Tomás, do início do Século XVI, possui um fresco do nosso Santo. Ainda na aldeia, uma habitação tem uma imagem na fachada.

 




 

Finalmente, em Maranza (Meransen), a Igreja de São Tiago Maior preside à paisagem com um grande fresco de São Cristóvão do final do Século XV. De notar o conjunto de estranhas figuras aquáticas aos pés do Santo.

Uma curiosidade: o dedo grande do pé está danificado. Muita gente raspava essa parte do fresco para acrescentar o resultado à massa do pão destinado às grávidas...

 





 

                                        Fotografias de 4 e 5 de Agosto de 2025

                                                                                José Liberato