quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Cervejarias - fine dining português.

 




Na capital, do Ramiro ao Pinóquio e da Liberdade (no Tivoli) à Nunes Real (cuidado com os preços, condizentes com a pavorosa decoração), ou a norte, da Cufra à Capa Negra II, passando pela Galiza, com ou sem francesinhas, as cervejarias são uma instituição nacional.
Aqui não se pede silêncio, pedem-se tremoços.
Começa-se com percebes, depois o camarão de espinho, as gambas com sal, presunto cortado à navalha, croquete opcional e bruxas mandatórias, se as houver.
Termina-se, como manda a lei, com o prego do lombo — no pão, cheio de mostarda, ou no prato, com molho à café, batata frita e ovo a cavalo. O picapau do lombo não é opção, no Pinóquio é obrigação.

O serviço é rápido, o barulho é vida, e as imperiais geladas descem com os dedos ainda a cheirar a mar.

Não há melhor.

E só se encontra em Portugal.

 

                                                        José António Nogueira de Brito





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