Na
capital, do Ramiro ao Pinóquio e da Liberdade (no Tivoli) à Nunes Real (cuidado
com os preços, condizentes com a pavorosa decoração), ou a norte, da Cufra à Capa
Negra II, passando pela Galiza, com ou sem francesinhas, as cervejarias são uma
instituição nacional.
Aqui não se pede silêncio, pedem-se tremoços.
Começa-se com percebes, depois o camarão de espinho, as gambas com sal,
presunto cortado à navalha, croquete opcional e bruxas mandatórias, se as
houver.
Termina-se, como manda a lei, com o prego do lombo — no pão, cheio de mostarda,
ou no prato, com molho à café, batata frita e ovo a cavalo. O picapau do lombo
não é opção, no Pinóquio é obrigação.
O
serviço é rápido, o barulho é vida, e as imperiais geladas descem com os dedos
ainda a cheirar a mar.
Não
há melhor.
E
só se encontra em Portugal.
José
António Nogueira de Brito

Sem comentários:
Enviar um comentário