quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Tristes trópicos.

 
 
Angola, anos 60
Colecção particular

Eva e a África, de Olga John Brown.

 
 
 
 
- Deve ter-se demorado junto duma dessas tribos selvagens de que tanto gosta – diz-me ela para me tranquilizar – no mais profundo da selva e dos pântanos, onde ainda há canibais.
 

Música clássica.

 
 
 




Maià Poçón, de Viana de Almeida.

 
 




A separação longa e as conversações que eu ouvira tinham-me intimidado e estaquei numa indecisão. Mas ela correu para mim com alvoroço e foi um longo abraço acompanhado de uma chuva de beijos.

 

 

Odysseia dos Tysicos, por Armando d'Araujo.

 











terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Pela tromba abaixo.

 


Esta senhora de olhar bondoso (as aparências enganam) acaba de levar na tromba com quinze anos de cadeia e é bem feita. Chamavam-lhe «Rainha do Marfim» e, segundo um tribunal da Tanzânia, foi responsável pelo tráfico de 860 presas de elefante, no valor de mais de seis milhões de dólares. As fotografias abaixo dão uma pálida ideia do tipo de actividade que fez a fortuna da Srª Yang Fen Glan. Que esta pena de 15 anitos sirva de exemplo e lição, para os muitos como a Srª Glan.






 




Torre de Babel, Buenos Aires.

 





Marta Minujin
 

Idiom, Praga.

 







Matej Kren
 

The Last Bookstore, Los Angeles.

 
 









 

Rijo Indomável Portuga.


 
 
 
18 de Fevereiro
 
A meio de uma conversa de bar com um amigo, fui caçado pelo ecrã da televisão a exibir a famosa imagem do marinheiro a beijar uma enfermeira na Times Square, em Nova Iorque, em celebração do final da II Grande Guerra. Era a notícia de fecho da CBS Evening News, em emissão nacional. Vai aqui a foto: 
 
 
 
Já escrevi em tempos uma nota bárbara sobre o caso, contando como têm sido muitos os indivíduos a reclamar serem eles o herói da fotografia. Um dos contendores, firme e indefectível, foi sempre um tal George Mendonsa (o “s” foi a maneira de os Mendonças luso-americanos manterem garantida a pronúncia portuguesa do seu apelido porque, à falta de cedilhas nas máquinas de dactilografar americanas, estavam fartos de ser Mendonca).  Também contei de um livro que demonstrava (e para mim com sólidos argumentos) que esse meu patrício de Rhode Island era… the real thing.

 
Esta manhã, a Leonor já me tinha chamado a atenção para a primeira página do Providence Journal: com 96 anos, falecera George Mendonsa. O título era seguido de desenvolvida notícia que continuava numa página interior. Para não ter de me repetir, ela vai aqui para os interessados.

Essa tal nota de há uns anitos escrevi-a depois de ler The Kissing Sailor (Naval Institute Press, 2012), escrito por Lawrence Verria e George Galdorisi, que se deram ao trabalho de investigar o caso a sério: aqui.

 
       Tanto a CBS como o jornal frisavam que a moderna tecnologia de reconhecimento facial e mais os peritos em antropologia forense tinham-se rendido à evidência e enterrado definitivamente o caso: o marinheiro beijocão era George Mendonsa, o luso-americano filho de um pescador de Middletown, Rhode Island. Para honra da estirpe.
 
RIP. Rijo Indomável Portuga.
 
 
Onésimo Teotónio de Almeida
 
 
 
 
 
 

Livraria Yangzhou Zhongshuge.