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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

De profundis.






«Viver é uma auto-estrada com estações de serviço capazes de nos virar do avesso. Na maior parte do tempo estamos na estrada, vivemos de rotina em rotina, cansamo-nos, esperamos, festejamos, choramos. Mas de vez em quando temos de parar, esticar as pernas, refrescar a cara, alimentarmo-nos de outras coisas que não as que nos alimentam. Nas estações de serviço da vida encontramos, como num jogo de enigmas, cartas que nos transportam para outras estações, pretextos que nos levam a entrar noutros carros, noutro tempo, noutra realidade, Na vida, as auto-estradas são o que temos e as estações de serviço a oportunidade de mudar o que temos. Infelizmente, nas estações de serviço as pessoas e oportunidades que encontramos não trazem livros de instruções, são jogos de cartas não marcadas em que só depois de embarcarmos podemos entender o destino da viagem.»  



Luís Osório, in Sol, de 26/12/2014
 
 
 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

De profundis - II

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Carleton Watkins (1829-1916)


«A vida é mesmo um lugar onde nos encontramos e nos perdemos - muitas vezes tudo se compõe numa harmonia impossível sem sopro divino; noutras o horizonte fica tão nebuloso que, às duas por três, julgamos que pouco ou nada faz sentido».

(Luís Osório, «Ficheiros Secretos», Sol/Tabu, de 3/2/2012, pág. 26)