sábado, 23 de junho de 2018

Sebastião a leilão?

 
 
 
 
Há uns anos, Bernardo Lobo Xavier descobriu em Florença um retrato ignorado de Dom Sebastião, aventura de que nos dá conta neste livro:


 
 
Agora, o meu amigo Rubem Amaral Jr. pergunta se esta peça que vai a leilão será, ou não, Sebastião. Pode ser um outro cavaleiro cavalheiro, sem dúvida, mas há parecenças, que acham?
 
 

El Sueño Americano.

 
 
























 

         Outra notícia vinda da Rita Canas Mendes (obrigado). Tom Kiefer trabalhou no Arizona, de 2003 a 2014, perto da fronteira com o México. Notou que os agentes dos serviços de imigração deitavam fora milhares e milhares de objectos apreendidos aos que tentavam passar a fronteira. O resultado do projecto El Sueño Americano é impressionante: pastas de dentes, virgens de Guadalupe, garrafas de água para o calor abrasivo, bonecos de peluche, blocos com desenhos infantis. Demagógico? Talvez. Mas é a realidade vivida, sem adornos nem ademanes. Em próxima reportagem, talvez Kiefer fotografe crianças presas, amontoadas ao lado de sabonetes, óculos de sol, navalhas e canivetes. Já ninguém lê Os Filhos de Sánchez, de Oscar Lewis, creio eu. Mas que eles andam a ser tratados como objectos parece-me indubitável. Tristemente indubitável.
 
 
 

 

Caras de Auschwitz.

 


 
 
A Rita Canas Mendes, sempre atenta, deu-me notícia deste projecto da brasileira Marina Amaral: Faces of Auschwitz, em que a artista restaura e introduz cor em imagens das vítimas do Holocausto. Marina Amaral é, aliás, autora de uma obra mais vasta em que usa o mesmo procedimento, The Colour of Time (ver http://www.marinamaral.com/). No caso de Auswchitz, o produto final é inquietante, mas valerá a pena? À consideração dos leitores.
 
 

Animais de Rua, leilão solidário (uma grande iniciativa)

 
 
 






Milagres de Notre Dame.

 
 
 
 
Interessantíssimo, aqui
 
 
 

São Cristóvão pela Europa (65)

 





Igreja e capela de São Cristóvão, Racour, Bélgica, 11 de Março de 2018
 
Apesar do progressivo abandono da prática religiosa na vida quotidiana a que se assiste em países como a Bélgica, o culto e a memória de São Cristóvão não desaparecem.
aqui referi o caso da aldeia de Hannut situada na Valónia, província de Liège. 
 
Mas visitei uma outra aldeia na mesma província e região da Bélgica onde o culto de São Cristóvão permanece: trata-se de Racour.
A igreja paroquial é dedicada a São Cristóvão. Tem uma imagem do santo, esculpida em carvalho, da passagem do Século XIII para o XIV. Tem a altura de 2,95 metros e segundo o arqueólogo Borchgrave d'Altena, seu restaurador, é das mais antigas estátuas em madeira de São Cristóvão.
À entrada da aldeia existe uma capela modesta datada de 1823 com a inscrição St. Christophe PPN. O PNN quer dizer priez pour nous ou seja rezai por nós. No interior mais uma imagem do santo, de cariz popular.
 
José Liberato
 

Ephemera.