Mostrar mensagens com a etiqueta Feminismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Feminismo. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Vibrator Nation, de Lynn Comella.

 
 
 



Review
"Sex shops were my entry into a brazen new world of gender and sexuality, eventually channeling my career in adult film. Lynn Comella's masterful book documents the 'sex-positive' ethos of gender and sexual progress and its complex junctures within capitalism, feminism, and education. Recounting a pivotal moment, Vibrator Nation is a fascinating history lesson for the uninitiated, a gift to all who were there, and a love letter to those who call these sex shops home."--Jiz Lee, editor of "Coming Out Like a Porn Star: Essays on Pornography, Protection, and Privacy "

"No one is better placed than Lynn Comella to take us on a journey through the evolution of feminist-owned sex-toy stores. Through years of interviews and participant-observation, she brilliantly traces how the difficult conversations about race, class, and gender among feminist sex-toy store owners, their workers, and customers created a new kind of sexual public sphere. Vibrator Nation will brilliantly inform all future efforts to address the difficulties of blending progressive politics with capitalism, social change, and profit making."--Constance Penley, coeditor of "The Feminist Porn Book: The Politics of Producing Pleasure "

"[A] fascinating survey of the evolving culture of sexuality in America and of a small band of pro-sex feminists who were on the front lines of the sexual revolution."--Vernon Rosario"Gay & Lesbian Review/ Worldwide" (09/01/2017)

"Vibrator Nation celebrates the cast of audacious women who led the lusty feminist revolution in San Francisco: Blank (who died in 2016), Susie Bright, Carol Queen and other sex-positive pioneers. A crash course in contemporary gender and sexuality studies, Comella's book could be a television series every bit as juicy as Sex in the City or Transparent."--Laura Frost"Times Higher Education" (09/06/2017)

"Vibrator Nation is an engaging expedition across more than 30 years of the history of feminist sex stores in the US. Comella provides a multilayered context, detailing the cultural climates, sex education histories and social positioning of female sexuality that the stores operated and flourished under.... An inspiring read, Vibrator Nation will engage those interested in the history of sexual pleasure as well as provide valuable information for those researching feminist activism and the broader field of female sexuality."
--Caroline West"Screening Sex" (09/07/2017)

"Vibrator Nation is an essential read for anyone interested in opening an adult boutique, or who already owns one and is looking for inspiration--and for anyone who is interested in the history of adult boutiques and what they might look like in the years to come. It's apparent Comella has a deep respect and admiration for the people she interviewed and for their missions."--Sherri L. Shaulis"AVN Magazine" (09/01/2017)

"It's equal parts social history, popular culture, business and psychology and, while amply sourced, reads like a novel populated by memorable true-life characters."--John Przybys"Las Vegas Review-Journal" (09/16/2017)
Review
"Sex shops were my entry into a brazen new world of gender and sexuality, eventually channeling my career in adult film. Lynn Comella's masterful book documents the 'sex-positive' ethos of gender and sexual progress and its complex junctures within capitalism, feminism, and education. Recounting a pivotal moment, Vibrator Nation is a fascinating history lesson for the uninitiated, a gift to all who were there, and a love letter to those who call these sex shops home."
(Jiz Lee, editor of Coming Out Like a Porn Star: Essays on Pornography, Protection, and Privacy)
"No one is better placed than Lynn Comella to take us on a journey through the evolution of feminist-owned sex-toy stores. Through years of interviews and participant-observation, she brilliantly traces how the difficult conversations about race, class, and gender among feminist sex-toy store owners, their workers, and customers created a new kind of sexual public sphere. Vibrator Nation will brilliantly inform all future efforts to address the difficulties of blending progressive politics with capitalism, social change, and profit making."
(Constance Penley, coeditor of The Feminist Porn Book: The Politics of Producing Pleasure)
"[A] fascinating survey of the evolving culture of sexuality in America and of a small band of pro-sex feminists who were on the front lines of the sexual revolution."
(Vernon Rosario Gay & Lesbian Review/ Worldwide)
"Vibrator Nation celebrates the cast of audacious women who led the lusty feminist revolution in San Francisco: Blank (who died in 2016), Susie Bright, Carol Queen and other sex-positive pioneers. A crash course in contemporary gender and sexuality studies, Comella’s book could be a television series every bit as juicy as Sex in the City or Transparent."
(Laura Frost Times Higher Education)
"Vibrator Nation is an engaging expedition across more than 30 years of the history of feminist sex stores in the US. Comella provides a multilayered context, detailing the cultural climates, sex education histories and social positioning of female sexuality that the stores operated and flourished under.... An inspiring read, Vibrator Nation will engage those interested in the history of sexual pleasure as well as provide valuable information for those researching feminist activism and the broader field of female sexuality."

 
(Caroline West Screening Sex)
"[A] worthy exploration into how women have orgasmed their way into sexual liberation."
(Bitch Magazine)
"Vibrator Nation is an essential read for anyone interested in opening an adult boutique, or who already owns one and is looking for inspiration—and for anyone who is interested in the history of adult boutiques and what they might look like in the years to come. It's apparent Comella has a deep respect and admiration for the people she interviewed and for their missions."
(Sherri L. Shaulis AVN Magazine)
 
 
 
 

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Norma e os cafajestes

 
 
 
Norma Bengell
 
 
Caiu das estrelas, nem eu estava à espera. Maravilhoso achado nos fundos de uma livraria, O Rio no Cinema, de António Rodrigues, tratado coffee table que nos pega na mão e leva por cada centímetro de areia filmada ao longo de um século. Dos alvores do preto e branco até Tropa de Elite, cinema brasileiro e estrangeiro, do novo e do velho. Na página 97, numa nota curta demais, paramos num apeadeiro chamado Os Cafajestes. Filme de 1962, da autoria de Ruy Guerra, inspirado na nouvele vague, ficou na História como a primeira aparição de um nu frontal no cinema do Brasil. Mas o que a cena mais tem de memorável vai muito para lá da nudez da protagonista, a actriz Norma Bengell. Um homem, moço rico do Rio, de nome Jandir, leva uma mulher para uma praia deserta, o Recreio dos Bandeirantes. De repente, surge outro homem em cena, saindo do porta-bagagem do automóvel onde estava escondido. A aracnídea urdidura consistia em fotografar e, depois, chantagear a jovem. Num plano-sequência sufocante de quatro minutos, os dois homens cercam a mulher, desamparada. Rodopiam o automóvel em torno do seu corpo. É cena nouvelle vague, por uma pena. Alguns achá-la-ão datada e gasta, previsível, enfadonha, até medonha. É medonha, de facto. Cena de uma violência incrível, de martírio de uma mulher. Desesperada e nua, como na música de Chico Buarque.
 
 

 
 
 
Anteontem, o prof. Marcelo leu na TV a carta de uma aluna que dizia que, em visita à Assembleia, ficara surpreendida por ter visto os deputados no hemiciclo a consultarem sites que mostravam «mulheres avantajadas». Muito fino e distinto, o senhor deputado José Magalhães reagiu assim: «Marcelo parece ter um problema com mulheres avantajadas». Pois parece que nós temos aqui um problema é com o deputado José Magalhães, um homem asselvajado.
 
 

 
         Mulher avantajada, isso sim, era Norma Aparecida Almeida Pinto Guimarães d’Áurea Bengell, a actriz que protagoniza a mulher desamparada de Os Cafajestes. Filha de um alemão afinador de pianos e de uma senhora rica da zona Sul do Rio de Janeiro, Norma cresceu em condições humildes. A mãe fora deserdada pela família em virtude – ou desvirtude – de se ter junto ao alemão sem boda ou celebração. Às tantas, Norma teve de ir viver para a Alemanha, com o pai, entretanto separado da menina-rica da zona Sul. De regresso aos trópicos, Norma começou a trabalhar como modelo, nos anos 50, e mais tarde como actriz de revista, cantora e actriz de cinema. À semelhança dos seus pais, Norma escandalizaria a sociedade carioca da época por ter ido viver com o actor italiano Gabriele Tinti, em 1964. Separou-se de Tinti em 1969, pois o transalpino queria proibi-la de trabalhar fora de casa. À época, dizia Jece Valadão (o protagonista de Cafajestes), Norma Bengell era «a mulher mais desejada do Brasil». A cena da praia do Recreio dos Bandeirantes valera-lhe a censura da Igreja e de organizações ultraconservadoras, como uma, poderosa, com o risível nome «Tradição, Família e Propriedade».
 
 
 
         Fez carreira no exterior, correu o Atlântico para cá e para lá. Em 1968, foi sequestrada no Teatro de Arena, em São Paulo, e levada para o Rio por três homens do 1º Batalhão Policial do Exército. Interrogada durante várias horas sob acusação de «subversão na classe teatral», esta seria a primeira das muitas detenções que sofreu durante a ditadura militar. Participou na célebre Passeata dos Cem Mil, juntamente com outras actrizes de renome. Aqui se vê a sua grandeza, que torna pequena, minúscula, ínfima de infame, a tirada machista do deputado Magalhães (recorda-se: «Marcelo parece ter um problema com mulheres avantajadas»). A história é a seguinte: muitos anos depois, em 2010, a então candidata a presidente Dilma Rousseff colocou, entre imagens da sua trajectória biográfica de resistência à ditadura, a fotografia em que Norma aparecia, ao lado de outras actrizes, na Passeata dos Cem Mil. Voluntária ou inadvertidamente, Dilma fez-se passar por Norma. Esta, que poderia ter reagido mal a este gesto abusivo, condescendeu, relativizou, perdoou o gesto de Dilma, que muitos interpretaram como uma tentativa de enganar o eleitorado. Norma mostrou grandeza, desprendimento.
 
Na Passeata dos Cem Mil, contra a censura
 
         Assumida feminista, assumiu também ter tido uma vida amorosa preenchida. Há muito de polémico no que disse e fez. Em 1984, quando Mick Jagger teve uma pavorosa incursão pelos trópicos, filmou com ele o videoclipe da música She’s the Boss, desempenhando o papel de «fazendeira decadente e autoritária». Levou à letra a função: «Cruzei as pernas sobre o dorso do Mick para roubar a cena e copulei feito uma louca, enquanto ele cantava. Cavalguei um garanhão, ele enlouqueceu. Claro, depois eu avisei: “Olha, estou acostumada, só fiz isso na vida”», disse Norma numa entrevista da época.
 
 
         Nunca quis ter filhos, confessando ter feito 16 abortos (novo escândalo, claro). Morreu no Rio de Janeiro, numa madrugada de Outubro do ano passado. Com 78 anos, de cancro no pulmão. Será recordada não como realizadora ou actriz, como cantora ou resistente à ditadura. Lembramo-la, sobretudo, como aquela mulher nua e indefesa que, na praia dos Bandeirantes, teve de enfrentar a maldade machista dos cafajestes.
 
António Araújo
 
 
 
 

terça-feira, 24 de abril de 2012

Três Marias.

.
.
,

Capa da Flama, de 17/05/1974



Manifestação a favor das «Três Marias»,
em Nova Iorque, captada por um repórter da Flama em Julho de 1973








Sentença proferida pelo Juiz Dr. Acácio Artur Lopes Cardoso (em 7 de Maio de 1974)



O Ministério Público acusa os Réus:

1 - Maria Isabel Barreno Faria Martins, de 35 anos, casada, investigadora no Instituto Nacional de Investigação, nascida e residente em Lisboa;
2 - Maria Teresa Mascarenhas Horta Barros, de 36 anos, casada, jornalista, também nascida e moradora em Lisboa;
3 - Maria de Fátima de Bivar Velho da Costa Sedas Nunes, de 34 anos, assistente no Instituto Nacional de Investigação Industrial, igualmente nascida e residente nesta cidade e
4 - Romeu Correia de Carvalho e MeIo, de 41 anos, casado, economista, natural de Alcáçovas e morador em Belas.


quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Histórias da realidade improvável - 31

Por Sara Sanz Pinto, publicado em 10 Jan 2012
Dois grupos feministas franceses conseguiram abolir o uso do termo “mademoiselle” na localidade de Cesson-Sévigné e querem que a alteração se estenda a todo o país
.
.