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quinta-feira, 28 de agosto de 2025

Paris, 2025.



                                                                                                             Fotografia de António Araújo

 

Paris, 2025.


                                                                                                            Fotografia de António Araújo

Paris, 2025.

 

                                            Fotografia de António Araújo

Paris, 2025.

 

                                                                                                           Fotografia de António Araújo


Paris, 2025.

 

                                                                                                             Fotografia de António Araújo


Paris, 2025.

 

                                                                                                            Fotografia de António Araújo

Paris, 2025.

 



                                                                     Fotografia de António Araújo





Paris, 2025.

 


                                                                                                            Fotografia de António Araújo

Paris, 2025.

 

                                                                    Fotografia de António Araújo


sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

São Cristóvão pela Europa (134).

 

 

Na impossibilidade de viajar, há que dar voltas à imaginação, pelo que vou propor visitas às imagens desaparecidas do nosso Santo.

Talvez a mais célebre é a que encontrava à entrada da Notre Dame de Paris que Victor Hugo menciona abundantemente em Nossa Senhora de Paris e que já aqui tratei em http://malomil.blogspot.com/2018/01/sao-cristovao-pela-europa-49.html

 



 

Este desenho é da autoria de Adrien Dausatz (1804-1868) que foi um viajante de meados do Século XIX que percorreu o mundo islâmico da sua época. O desenho, que se encontra nos reservados do Gabinete de Estampas da Biblioteca Nacional de França, foi feito posteriormente a 1785, data da destruição da estátua. Uma das hipóteses é ter-se inspirado em Denis Diderot (1713-1784), o célebre enciclopedista.

Já aqui se mencionou também um diálogo de Diderot e Voltaire sobre São Cristóvão. Foi em http://malomil.blogspot.com/2018/01/sao-cristovao-pela-europa-53.html

 

Mas existe outra referência. Diderot considerava Shakespeare um génio fruste e sem gosto, cujas obras são inaceitáveis para um público francês. Emite esta opinião em várias cartas e em especial no seu ensaio Paradoxo sobre o comediante, publicado postumamente em 1830, onde teoriza o papel do actor de teatro.

Escreve Diderot referindo-se a Michel-Jean Sedaine (1719-1797), um dramaturgo francês de sucesso na sua época, hoje razoavelmente esquecido:

Vejo-o como se fosse um dos sobrinhos-netos de Shakespeare. Esse Shakespeare que não se compara nem com o Apolo do Belvedere, nem com o Gladiador nem com o Antínoo, nem com o Hércules de Glicão, mas antes com o São Cristóvão da Notre Dame, colosso informe, grosseiramente esculpido, entre as pernas do qual poderíamos passar sem que a nossa cabeça tocasse nas suas partes vergonhosas.

 


Durante a II Guerra Mundial, a cidade alemã de Dresden foi vítima de uma das maiores destruições de património a que se tem assistido. A sua praça principal, era, e é, a Altmarkt.

Foi reconstruída parcialmente.

Um dos edifícios perdidos foi a chamada Casa Gótica, na esquina com a Schlossstrasse. Valha a verdade que, na sequência de profundas alterações em 1861 e no princípio do Século XX, de gótica já tinha muito pouco. A fachada ostentava três estátuas em arenito: a Virgem Maria, São João Evangelista e o nosso São Cristóvão.

Existem fotografias de 1900 e 1910:







José Liberato





quinta-feira, 8 de outubro de 2020

São Cristóvão pela Europa (133).

 

 

Em 2017 visitei o Museu da Idade Média em Paris, conhecido como o Museu de Cluny.

Inexplicavelmente uma fotografia ficou esquecida não na poeira de um caixote mas antes numa mistura de bases de dados.

 


O Museu adquiriu este belo vitral em 1958 mas a proveniência é desconhecida. Pelo estilo pode ser datado do primeiro terço do Século XV e a origem ser a Renânia.

De notar que os pés do Santo estão bem imersos na água e rodeados de peixes.

O Museu tem estado fechado para renovação.

Fotografia de 4 de Novembro de 2017.

José Liberato





sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Novo monumento em Paris.


 
 
 
Paris conta desde Outubro com um novo monumento!
Situa-se entre o Petit Palais e a Praça da Concórdia e foi oferecido à cidade pelo próprio escultor de nacionalidade americana: Jeff Koons, nascido em 1954.
O monumento representa uma mão segurando um bouquet de 11 túlipas, tem 13 metros de altura e 60 toneladas de peso e pretende ser uma homenagem às vítimas dos atentados terroristas em França.
Em bronze, aço e alumínio pintados, suscitou imensa polémica nos meios intelectuais parisienses. A lembrar o manifesto assinado entre outros por Alexandre Dumas Filho, Guy de Maupassant, Charles Gounod  e Émile Zola contra a inútil e monstruosa Torre Eiffel
Sobretudo esteve em causa o carácter comercial do artista, que terá, aliás, gasto do seu bolso um milhão de euros com a iniciativa.
 
 
 

 
 
Fotografias de 6 de Novembro de 2019
 
José Liberato
 
 
 
 

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Por ahi fóra, de Brito Camacho.


 
 

Dizia aqui há tempos uma, no tribunal, em processo de divórcio:
 
- É verdade, sr. presidente, o meu marido é de uma tal infidelidade, engana-me tão frequentemente, que eu não sei bem se os meus filhos serão também filhos dele…
 
 
 
 
 
 

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

O Jorge mais Amado.


 
 
 
 
Confesso que fiquei danado por este livro só ter surgido agora nas livrarias, passado o Verão. Porque melhor companhia de praia não haveria, a biografia de um Jorge tão amado, tão bem investigado num livro gordo, mas não flácido.  
Confesso que quando li as primeiras linhas fiquei alarmado, pois, como bem notou o meu amigo António Cabral, sempre arguto, elas podiam indiciar erro gravíssimo da autora, que parecia imputar a Salazar a expulsão dos jesuítas de Portugal. Relido o parágrafo, talvez seja o modo de escrita, lá não se diz, preto no branco, tamanha enormidade histórica.
O que do livro se percebe, entre tanta coisa, foi a absoluta centralidade da militância comunista na vida e obra de Jorge Amado, e que essa militância esteve a ponto de fazer perder um grande, enorme escritor (isso também ressalta, e muito, na correspondência trocada com Zélia, livro maravilhoso publicado há um par de anos pelos filhos do casal). Foi essa militância, é certo, que em larga medida o lançou e projectou no mundo, e não fora isso Jorge seria apenas um escritor brasileiro, de timbre regionalista. A autora não carrega muito nessa tecla, mas devia, como devia ter falado mais na veneração patética de Jorge Amado por José Estaline. Transcrevem-se alguns trechos do execrando O Mundo da Paz, não os mais pornográficos. Salvou-se Jorge através da lenta dissidência, mais precoce que a da mulher Zélia, precipitada pelo relatório Krutchev ao XX Congresso, cuja leitura fez verter lágrimas a outra lenda do comunismo tropical, Carlos Marighella. Curiosa é a fatwa que o Partido Comunista lançou sobre Jorge Amado quando ele deu sinais de tímido desalinho, e logo lhe foi dito que seria liquidado como escritor, que dentro de meses a força do Partidão faria com que não mais ouvissem falar dele. Justo o oposto: escreveu o estrondoso Gabriela, foi feito imortal na Academia das Letras, o melhor da sua produção esteve aí, na fase da maturidade (excepção feita ao grande Jubiabá, de tempos mais recuados).
Portugal aparece de quando em vez, pela voz de Ferreira de Castro e Alves Redol. Mas, até por isso, teria sido útil buscar apoio num livrinho que Álvaro Salema escreveu só sobre a presença de Amado na nossa terra. Mas isso são pecadilhos menores, talvez não tão menores assim para quem se recorda de Jorge Amado no Tivoli ou às mesas das Mimis do Parque Mayer (restaurante Amadora), a que tanto fui com meu Pai. Várias vezes o vi lá, na companhia de Beatriz Costa. Ou de Alçada Batista.  
Numa temporada em Paris, na junto com o Miguel, por pensões de turcos e putas nas cercanias da Gare du Nord, quando éramos muito pobres e muito felizes, como diz Hemingway em A Moveable Feast, avistámos Zélia e Jorge, nas escadarias do Sacré-Coeur, a contemplar o entardecer. Eu trazia um livro comprado turisticamente na Shakespeare & Co., Paris! Paris! de Irwin Shaw, e lembrei-me de pedir-lhe um autógrafo logo ali, nas páginas de livro alheio. Jorge assinou, pois claro, mas só agora soube que tinha por hábito sentar-se ali, a cidade desenrolada a seus pés como uma tapeçaria de um bazar oriental. Julgava-o visitante ocasional, como eu. Mas não, Jorge era assíduo do Sacré-Coeur.
Essas e outras novas são dadas por este livro, excelente, que doravante figurará como a grande biografia, há tanto tão aguardada, de Jorge Amado, do nosso tão amado Jorge.