| Fotografia de António Araújo |
quinta-feira, 28 de agosto de 2025
sexta-feira, 4 de dezembro de 2020
São Cristóvão pela Europa (134).
Na impossibilidade de
viajar, há que dar voltas à imaginação, pelo que vou propor visitas às imagens
desaparecidas do nosso Santo.
Talvez a mais célebre é a
que encontrava à entrada da Notre Dame de Paris que Victor Hugo menciona
abundantemente em Nossa Senhora de Paris e que já aqui tratei em http://malomil.blogspot.com/2018/01/sao-cristovao-pela-europa-49.html
Este desenho é da autoria
de Adrien Dausatz (1804-1868) que foi um viajante de meados do Século XIX que
percorreu o mundo islâmico da sua época. O desenho, que se encontra nos reservados
do Gabinete de Estampas da Biblioteca Nacional de França, foi feito
posteriormente a 1785, data da destruição da estátua. Uma das hipóteses é
ter-se inspirado em Denis Diderot (1713-1784), o célebre enciclopedista.
Já aqui se mencionou
também um diálogo de Diderot e Voltaire sobre São Cristóvão. Foi em http://malomil.blogspot.com/2018/01/sao-cristovao-pela-europa-53.html
Mas existe outra
referência. Diderot considerava Shakespeare um génio fruste e sem gosto, cujas
obras são inaceitáveis para um público francês. Emite esta opinião em várias
cartas e em especial no seu ensaio Paradoxo sobre o comediante,
publicado postumamente em 1830, onde teoriza o papel do actor de teatro.
Escreve Diderot
referindo-se a Michel-Jean Sedaine (1719-1797), um dramaturgo francês de
sucesso na sua época, hoje razoavelmente esquecido:
Vejo-o como se fosse um
dos sobrinhos-netos de Shakespeare. Esse Shakespeare que não se compara nem com
o Apolo do Belvedere, nem com o Gladiador nem com o Antínoo, nem com o Hércules
de Glicão, mas antes com o São Cristóvão da Notre Dame, colosso informe,
grosseiramente esculpido, entre as pernas do qual poderíamos passar sem que a
nossa cabeça tocasse nas suas partes vergonhosas.
Durante a II Guerra
Mundial, a cidade alemã de Dresden foi vítima de uma das maiores destruições de
património a que se tem assistido. A sua praça principal, era, e é, a Altmarkt.
Foi reconstruída
parcialmente.
Um dos edifícios perdidos
foi a chamada Casa Gótica, na esquina com a Schlossstrasse. Valha a verdade que,
na sequência de profundas alterações em 1861 e no princípio do Século XX, de
gótica já tinha muito pouco. A fachada ostentava três estátuas em arenito: a
Virgem Maria, São João Evangelista e o nosso São Cristóvão.
Existem fotografias de
1900 e 1910:
José Liberato
quinta-feira, 8 de outubro de 2020
São Cristóvão pela Europa (133).
Em
2017 visitei o Museu da Idade Média em Paris, conhecido como o Museu de Cluny.
Inexplicavelmente
uma fotografia ficou esquecida não na poeira de um caixote mas antes numa
mistura de bases de dados.
O
Museu adquiriu este belo vitral em 1958 mas a proveniência é desconhecida. Pelo
estilo pode ser datado do primeiro terço do Século XV e a origem ser a Renânia.
De
notar que os pés do Santo estão bem imersos na água e rodeados de peixes.
O
Museu tem estado fechado para renovação.
Fotografia
de 4 de Novembro de 2017.
José
Liberato
sexta-feira, 24 de julho de 2020
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020
quinta-feira, 23 de janeiro de 2020
sexta-feira, 22 de novembro de 2019
Novo monumento em Paris.
terça-feira, 19 de novembro de 2019
Por ahi fóra, de Brito Camacho.
quarta-feira, 11 de setembro de 2019
O Jorge mais Amado.
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