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quarta-feira, 9 de dezembro de 2020
quinta-feira, 1 de outubro de 2020
sábado, 11 de julho de 2020
sexta-feira, 6 de setembro de 2019
quarta-feira, 31 de julho de 2019
Hypnerotomachia Poliphili.
Vamos
então soletrar: Hypnerotomachia Poliphili,
abreviatura de Hypnerotomachia Poliphili, ubi humana omnia non nisi somnium esse
ostendit, atque obiter plurima scitu sanequam digna commemorat.
Talvez
mais fácil: Batalha de Amor em Sonho de
Polífilo. Livro enigmático, à semelhança do Manuscrito Voynich, de que já aqui falámos.
Desconhece-se
o seu autor, dizendo uns que foi o monge dominicano Francesco Colonna,
garantindo outros que foi Leon Battista Alberti, e jurando ainda outros que foi
escrito por Lourenço de Médicis. Entendam-se.
Quanto
ao impressor desta preciosidade, isso não tem dúvida: Aldus Manutius, feito em
Veneza em 1499. Do Renascimento, portanto. É referido por Rabelais e diz-se que inspirou os espantosos jardins de Bomarzo, de que já aqui falámos.
A
trama é complexa, e a personagem principal, Polífilo, procura a sua amada em
sonhos, enfrenta deuses e ninfas, seres mitológicos. Há sonhos, muitos. E até
um espantoso sonho dentro de um sonho, a que os ingleses chamam dream within a dream (sim, Edgar Allan Poe).
Para
perturbar as coisas, o livro está escrito em várias línguas: latim, grego,
hebraico, árabe e até hieróglifos egípcios.
A
narrativa tem sonhos e pesadelos, passagens eróticas, aventuras oníricas, e no final a amada do Polífilo desvanece-se no ar, e ele acorda do sono-sonho. Mas
talvez o mais espantoso sejam as suas gravuras, de uma modernidade
deslumbrante, mais parecendo uma novela gráfica de nossos dias.
E
quem pode aborrecer-se, perante coisas como estas?
domingo, 7 de julho de 2019
O rinoceronte de Maximiliano.
Em
Milão, na Sala Maria Teresa da Biblioteca Nazionale Braidense (nºao confundir com a Biblioteca Ambrosiana), esteve exposto
até há dias, no âmbito das comemorações dos 500 anos de Leonardo Da Vinci, o
exemplar que aquela biblioteca possui da monumental gravura de Albrecht Dürer O Arco Triunfal de Maximiliano I (Ehrenpforte Maximilians I).
Trata-se
de uma das maiores gravuras jamais produzidas, uma obra indescritível, impressa
em 36 folhas, a partir de 195 blocos de madeira.
Há
um exemplar no Museu Britânico, que pode ser visto em zoom, aqui, mas o ponto que agora interessa é só um: a gravura terá
sido feita entre 1515 e 1517 e, num dos brasões, figura um rinoceronte com
flagrantes semelhanças de outro, mais conhecido, igualmente da autoria de
Dürer.
Fotografias de António Araújo
|
O
exemplar da Braidense, de imponentes dimensões (3 metros por 3 metros), pode ser visto aqui, igualmente em zoom.
Para se ter uma ideia da dimensão desta peça, veja-se o
impressionante vídeo do British Museu. Vale MUITO a pena:
quarta-feira, 15 de maio de 2019
Rinocerontes à solta no Instituto Cultural Romeno.
A exposição “A viagem do rinoceronte. De Bucareste a Lisboa via Nuremberga”
na Galeria do Instituto Cultural Romeno em Lisboa
A Galeria do Instituto Cultural Romeno em Lisboa (Rua
do Barão 10, Alfama) irá acolher, entre 8 de maio e 15 de julho de 2019, a exposição
coletiva “A viagem do rinoceronte. De Bucareste a Lisboa via Nuremberga”, com curadoria de Sofia Fränkl
(Nuremberga) e Bogdan Severin Hojbotă (Bucareste), presentes também na
exposição com trabalhos próprios. A inauguração terá lugar no dia 8 de maio, às
19h00, e contará com a presença dos artistas curadores e do pintor Ştefan Pelmuş. A exposição integra obras de
pintura, escultura, fotografia, instalação e gráfica de um grupo de artistas
romenos contemporâneos de alto nível.
Embora
as primeiras representações artísticas (na Europa) de um rinoceronte remontem
ao século III antes de Cristo e ao período dos imperadores romanos Domiciano,
Commodus e Caracalla, a história do rinoceronte enquanto tema de uma obra de
arte tem como ponto de partida a famosa gravura de Albrecht Dürer. Chegado em
terras lusas em 1515, o rinoceronte indiano (um presente diplomático de Afonso
de Albuquerque, governador da Índia, para D. Manuel I de Portugal) foi
inicialmente alojado na Torre de Belém, em Lisboa, que, na altura, se
encontrava em construção. Ulteriormente, o rei D. Manuel I envia-o como
presente ao Papa Leão X. Infelizmente, o rinoceronte nunca conseguiu chegar a
Roma, afogando-se num naufrágio na costa norte da Itália. Entretanto, a famosa
Torre de Belém, parte de uma série de fortificações destinadas a proteger o
porto natural de Lisboa, construída entre 1514 e 1520, recebeu na base de uma
das quatro pequenas torres inferiores, uma escultura de pedra que imortaliza o
famoso rinoceronte. O rinoceronte, na sua curta aventura em solo europeu,
inspira o grande gravador alemão Albrecht Dürer, que o imortaliza a partir de
uma descrição literária (do comerciante português Valentim Fernandes), na sua
famosa gravura Rhinocerus. Não
exatamente apurado de ponto de vista anatómico, o trabalho de Dürer mostra um
animal fabuloso numa armadura rebitada, semelhante à de um cavaleiro medieval.
Essa interpretação fantasiosa da realidade ficou impressa no imaginário
coletivo da época como uma imagem real do animal exótico; e desde então
continuou a ser a fonte de fascínio e inspiração para dezenas de artistas que,
ulteriormente, de Rafael até Salvador Dali e Eugene Ionescu, retomaram o tema
do fabuloso rinoceronte adicionando-lhes novos significados.
Mais
de 500 anos após a realização da famosa gravura de Dürer, a exposição
organizada sob a égide do Instituto Cultural Romeno em Lisboa propõe uma nova abordagem
da epopeia cultural do rinoceronte, iniciada na paisagem ensolarada de
Portugal, mas que ainda hoje continua. Os artistas que participam na exposição
são: Cristian Bădescu (pintura), Cristina Bolborea (objeto), Doina Botez
(gráfica), Laura Covaci (pintura digital), Gabriela Cristu (pintura), Darie Dup
(escultura), Reka Csapo Dup (fotografia), Daniela Făiniş (porcelana), Suzana
Fântânariu (gráfica), Sofia Fränkl (gráfica, objeto, instalação), Alina
Gherasim (pintura), Ana Golici (pintura), Bogdan Hojbotă (escultura), Ion Iancuț
(escultura), Petru Lucaci (pintura), Ştefan Pelmuş (pintura).
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