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sexta-feira, 1 de novembro de 2019

e um pouco mais de azul

 
 
          A Graça, que faz Natal o ano inteiro, já está a preparar a Quadra.
 
E por isso, e porque me pus a ouvir o materno Natal de Elvas, lembrei-me de lhe oferecer a Capella degli Scrovegni, Pádua.
 
Melhor dizendo, algumas imagens que por lá fiz, de queixo caído. Não estão grande coisa, pois nunca se deve fotografar de queixo caído. Nunca.
 
 
          Graça: o azul, sempre.
 
 

 
 
          E repare, por favor, no modo genial, revolucionário, como Giotto nos dá o movimento dos anjos no azul do céu (e do Céu):
 
 
 
  
 
        Ora aqui vai o que dizem ser a primeira representação de um beijo na arte ocidental cristã:
 

      
 
     E a Estrela de Natal. Está a vê-la, por cima do estábulo? É o Cometa Halley. Giotto viu-o, aprisionou-o para sempre (oxalá!) numa capela de Pádua:
 

 
 
          A nota amarga dos pecados capitais. Escolhi a Inveja, vá-se lá saber porquê...
 

 
            Bom Natal, Graça e Pedro.
 
             António  
 
 

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Montanhas mágicas.

 
 
 
 
A Graça e o Pedro estiveram em Meteora, dizem-me que a conselho meu, o que duvido, mas aceito com gosto. O gosto que tenho em ser vosso amigo, ó Graça & Pedro, e receber o encantador livrinho que de lá trouxeram, da cordilheira dos mosteiros que até já serviu de cenário, pasme-se, a um filme do James Bond.
O mais conhecido, o maior, o  mais famoso e o mais falado é Varlaam. Mas hoje o que me interessa é o de São Nicolau Anapausas, construído lá no alto desde os alvores do século XIV, ainda que a primeira alusão ao dito e bonito mosteiro seja de 1529, na Crónica de Meteora. Foi mais ou menos por essa altura que o mosteiro de São Nicolau Anapausas sofreu fundas obras de remodelação – e aí entrou Θεοφάνης Στρελίτζας.
Como todos já perceberam, Θεοφάνης Στρελίτζας é o nome grego de Teófanes Strelizas, também conhecido por Θεοφάνης ὁ Κρής (Teófanes, o Cretense) ou Θεοφάνης Μπαθᾶς (Teófanes Bathas). Não confundir com Teófanes, o Grego (1340-1410), que foi mestre de Rublev (o do filme de Tarkovsky). Não se sabe ao certo quando o Cretense nasceu, mas se lhe chamavam «o Cretense» é porque nasceu decerto em Creta. E que fez ele? Frescos, muitos, e ícones, também muitos. Trabalhou no Monte Athos, só para homens, e em Meteora. O seu trabalho mais antigo em Meteora data de 1527 e em 1535 ele e os seus dois filhos tornaram-se monges e, consequentemente, deram entrada num mosteiro, ao Monte Athos.
Portanto, os trabalhos de Teófanes em Meteora, mais precisamente no mosteiro de São Nicolau Anapausas, são de 1527 a 1535, nos máximos. Sou mesmo rapaz capaz de asseverar que os frescos de São Nicolau Anapausas foram terminados em dia preciso: 12 de Outubro de 1527. Até há um livro só sobre os frescos de Teófanes em Anapausas mas não convém sobrecarregar os leitores com tamanho fardo informativo. Só mais uma nota: apesar de o Hermitage de São Petersburgo ter dois bocados de parede com frescos de Teófanes, Teófanes nunca saiu da Grécia – voltou à sua Creta natal em 1559 e aí faleceu.
Um dos frescos mais belos da sua lavra está em São Nicolau Anapausas e mostra o Jardim do Éden, com Adão e tudo. E que lá tem? Um elefante, em merecido destaque. Ora cá está ele (e um camelo!), vejam-no:

 
 
Teófanes, o Cretense, fresco no Mosteiro de São Nicolau Anapausas, 1527
 
 
 
E como é que um grego que nunca saiu da Grécia soube em 1527 o que era um elefante? Terá visto imagens dos elefantes que andavam pela vizinha Itália? Haveria elefantes na Grécia do século XVI? Tudo questões portentosas e momentosas que certamente irão ser respondidas na Caixa de Comentários infra, obrigado.
Sendo Meteora uma terra com muita rocha e pedra, um breve tour final por algumas rochas-elefantes por todo o mundo:
 
Deserto do Nevada, EUA

Escócia
 
Prince Edward Island

Islândia
 
Nova Zelândia

Sardenha

Taipei
Este não sei onde é
Islândia
 

Hartlepool, Inglaterra

 
 
Al-Ula
 
Joshua Tree National Park, Califórnia
Hestan Island
Canadá
 
Malta
 

Berlengas, Portugal

 
para a Graça, para o Pedro e para o Lucas, que acabou de nascer
 
 
 

terça-feira, 15 de maio de 2018

A arte de Burning Man.

 
 































Mencionou-se há pouco, aqui, o festival Burning Man, por altura do falecimento do seu criador, Larry Harvey. Mal sabia que em Washington havia uma exposição flamejante de algumas peças do Burning Man. A Graça, que está lá, mandou-me imagens fantásticas, fantásticas. Não perder – não perder! – o trabalho templário de David Best e do Temple Crew: http://davidbesttemples.org/smithsonian-institution/