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segunda-feira, 28 de outubro de 2019

São Cristóvão pela Europa (102).

 
 
 
 
Também na Suécia se encontram imagens de São Cristóvão.
No exterior da igreja de São Pedro em Malmoe, um friso de santos, sendo o terceiro a contar da direita o nosso.
 

 
 
Na Igreja de Santa Gertrudes em Falsterbo, uma muito curiosa imagem dentro de uma estrutura que se fecha com um díptico alusivo:
 
 

 
Em Östra Vemmerlöve, um fresco:
 

 
Em Fjelie, um fresco e uma imagem de madeira:
 
 
 

 
Fotografias de 19 e 20 de Agosto de 2019
José Liberato

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Vinheta.

 
 
 
 
 
            Björn Ulvaeus em casa dos seus pais, em Västervik. A família mudou-se para lá quando Björn tinha seis anos, a fotografia é de 1972, no preciso ano em que os ABBA foram criados e viram a luz, a cintilante luz que tanta gente encantou e encanta (ABBA são as iniciais dos quatro membros da banda). Além da maravilhosa música, os ABBA são conhecidos pela sua indumentária não menos maravilhosa, um prodígio do kitsch. É flagrante o contraste com a aparência convencional e pequeno-burguesa dos pais de Björn, mas a contradição é menor do que parece. Ainda há dias, numa conferência em Lisboa, Steven Pinker dizia, e bem, que a Suécia dos anos 60 ou 70 era, digamos, muito mais conservadora do que o Portugal da actualidade. E, como mostrou Gregory Clark em The Son Also Rises (2014), na Suécia ainda se faz sentir, de forma muitíssima intensa, o peso esmagador de meia-dúzia de famílias. A imagem que temos de um país vanguardista nos costumes e igualitário da política social só em parte é verdadeira. Mas o que é mesmo verdadeira, absolutamente autêntica, é a maravilha foleirosa e explosiva dos ABBA, e a imensa alegria que trazem ao nosso quotidiano. Melhor antidepressivo não há. Já agora, e ao contrário do que se diz, a Suécia e os países nórdicos não são campeões do suicídio. Boa semana.
 
 


terça-feira, 29 de maio de 2018

Um belo livro.

 
 
 
 
Pela primeira vez em todo o mundo, os Cadernos de Trabalho de Ingmar Bergman. Editados pela Nórdica, em Espanha, gordo volume de 464 páginas, um preço nada assustador de 25 euros.
 

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Na morte de Ingvar.









O de cima parece mesmo o Guggenheim de Nova Iorque, não é? Pois é. Quando o senhor Ingvar Kamprad, «Mr. IKEA», agora falecido, visitou o museu desenhado por Frank L. Wright não sei se viu os quadros e outras obras d’arte. Mas, com grande olho para o negócio, percebeu que as pessoas tinham de subir na espiral, sempre por ali acima, sem volta atrás. Vai daí, aplicou o sistema na sua primeira loja Ikea em Estocolmo, e em todas as restantes. Assim, o consumidor/comprador vê tudo, mesmo o que não queira ou não estava à espera. Portanto, é devido ao arquitecto Wright que chegamos às caixas de pagamento IKEA sempre, mas sempre, com coisas que não esperávamos comprar. Não sei se isto é contado nos obituários do senhor Ingvar, mas aparece num documentário que, há uns anos, vi sobre ele – e hoje, logo hoje, lembrei-me de aqui contar esta historieta.





quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Sangue frio.

 
 
Olof Palme (1927-1986)
 
 
 

         Continuando a saga dos policiais nórdicos, na versão true crime... há dias, falei aqui de One of Us, sobre o massacre da ilha de Utøya. Ocorreu-me agora lembrar outro livro, igualmente merecedor de registo e boa nota: Blood on the Snow. The Killing of Olof Palme, de Jan Bondeson.
 
 



       Este ano assinala-se o aniversário do misterioso homicídio de Olof Palme. Nunca se descobriu a identidade do assassino, o que deu azo a mil e uma teorias da conspiração, descritas por Jan Bondeson de forma notável, apaixonante. Os livros que Bondeson escreve não o tornam muito querido na academia (a que pertence, dando aulas em Cardiff). Mas li dois ou três, todos sobre temas bizarros e até horríveis (como Buried Alive), mas todos me pareceram apoiados numa sólida investigação, escritos de uma forma cativante. É o caso deste Blood on the Snow. Bondeson começa por descrever ao minuto os passos de Olof Palme e da sua mulher antes do assassinato: foram ao cinema, numa sexta-feira à noite, tranquilamente, sem segurança. O primeiro-ministro da Suécia ia ao cinema… de metropolitano. Depois, foi morto quase à queima-roupa, pelas costas, sendo a sua mulher também atingida no atentado. Bondeson relata ao pormenor, carregando um pouquinho as tintas, o amadorismo e a incompetência das autoridades policiais de Estocolmo e arredores. O que nos conta é de levar as mãos à cabeça! Depois, percorre uma a uma as principais pistas, e aí entramos no submundo da droga e do alcoolismo em Estocolmo, trilhamos a pista da «conspiração dos curdos» (em que o PKK era dado como o autor do homicídio), conhecemos uma estranha personagem, Christer Pettersson, que a mulher de Palme apontou, com 100% de certeza, como o assassino do marido. Condenado, recorreu, acabando absolvido – e morrendo depois. Jan Bondeson também avança no final a sua teoria – e, claro, uma bela teoria do domínio da conspiração... –, a qual envolve um negócio de armamento com a Índia. Mas o livro tem o bom senso de não ser todo construído em defesa dessa tese, que só surge nos derradeiros capítulos. Pelo contrário, é um retrato objectivo, informado e muito sério sobre o assassinato de Olof Palme, dando-nos igualmente, nas entrelinhas, um panorama pouco entusiasmante de alguns defeitos colaterais da social-democracia sueca e da teia de dependências e fidelidades obscuras que, ao longo dos anos, foi tecida em seu redor. O livro não é de agora, mas continua a ler-se muitíssimo bem e sem perdas de actualidade. Que eu saiba, é o melhor livro que existe sobre a morte de Palme (há-os aos montes, mas em sueco...). No aniversário da morte de Olof Palme, um policial real, melhor do que os de ficção.
 
António Araújo