domingo, 25 de junho de 2017

O ovo ou a galinha.

 

Catedral de Santo Domingo de la Calzada




  
         No livro extraordinário O (Des)Caminho para Santiago, de Cees Nooteboom, escorreguei num trecho sobre a catedral de Santo Domingo de la Calzada («Que cantó la gallina después de asada»), que passo a transcrever:
         «Encaminho-me para o lugar de onde vem o som, e sim, por cima de mim, contra uma das paredes interiores da igreja, encontra-se numa chaminé, coroada por um meio arco com rosetas e pináculos góticos, uma gaiola trabalhada e dourada, e à luz suave e amarela atrás das grades vejo-os, a sagrada galinha e o sagrado galo, dois exemplares gigantescos no mais belo galinheiro do mundo. A história ouço-a mais tarde. Há séculos, chegaram aqui três peregrinos da Alemanha, pai, mãe e filho. Comeram no albergue, e uma das criadas apaixonou-se pelo filho, que não correspondeu ao seu amor. Denunciou-o ao preboste, não por causa do amor não correspondido, mas por roubo. O jovem foi detido e condenado à morte. Quando os pais souberam foram à casa do preboste, que nesse momento estava a comer uma galinha. Imploraram-lhe que poupasse a vida do filho porque era inocente. O preboste limpou a boca e disse: “Em primeiro lugar, já está enforcado, e em segundo lugar, está tão inocente como a galinha no meu prato está viva”. Ao que a galinha gorda, depenada e assada, dentro de um segundo se revestiu por milagre de uma plumagem branca e cacarejando se levantou do prato. A cidade inteira correu então ao patíbulo e sim senhor, o enforcado ainda estava vivo, e desde então há sempre um galo e uma galinha a habitarem na catedral de Santo Domingo de la Calzada, e até há gente que pensa que ainda é a mesma galinha, o que obviamente é verdade».
 
 
 
 
 
         E eu, na minha enciclopédica ignorância, que julgava que a lenda do galo de Barcelos era nossa, original… Não sei se a estória começou em Espanha se em Portugal, mas aqui a Wikipedia – que não mente – assegura que, no arquivo da catedral de Santo Domingo, existe uma bula do papa de Avinhão, Clemente VI, datada de 6 de Outubro de 1350, que já fazia referência aos galináceos da igreja, concedendo indulgências para os fiéis que ajudassem ao culto na catedral ou que «tratassem do galo e da galinha que estão na igreja». Na Internet, outra fonte da Verdade, há algumas alusões à similitude entre as duas lendas, algo que desconhecia e que achei curioso trazer aos que não sabiam, aos que já sabiam e podem ajudar a deslindar a lenda e, enfim, aos que, sensatamente, acham tudo isto uma idiotia pegada e sem o mínimo interesse.
 
 
António Araújo




 


sábado, 24 de junho de 2017

«O meu bairro é o mundo»: fotografias de Rui Palma.

 
 
 


































 
Daqui mando um grande abraço de imensa gratidão ao Rui Palma, por ter aceitado mostrar no Malomil algumas das suas fantásticas fotografias das Marchas de Lisboa, que ilustraram uma reportagem da Vogue Portugal, com textos da autoria de Tiago Manaia. O Rui é jovem, nasceu em 1993 (imaginem…) mas esta série fala por si própria e, já agora, por ele. Um grande fotógrafo. Para quem não saiba: Rui Palma frequentou o curso de fotografia do Ar.Co e tem o curso de Interpretação da Escola Profissional de Teatro de Cascais. Participou em exposições coletivas e individuais e1m instituições públicas e privadas, e fotografou para revistas como Dif, Umbigo, Prinçipal e Vogue Portugal. O seu trabalho autoral foi distinguido na Mostra Nacional Jovens Criadores 2014, na VII Bienal Jovens Criadores da CPLP 2015.
 

quinta-feira, 22 de junho de 2017

É Sensacional, Portugal Local.

 
 
 
 

Portugal Cultural é Sensacional.

 
 
 




Portugal Local é Sensa...

 
 

Portugal Local é Sensacional.

 
 

Portugal Local é Sensacional.





Portugal Local é Sensacional.

 
 

O Correio da Manhã é Piramidal.












Portugal Local é Sensacional.