quinta-feira, 4 de julho de 2019
O ano de 1969.
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terça-feira, 2 de julho de 2019
A vida é um lugar estranho.
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O autor, Behrouz Boochani
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Nas páginas do TLS, uma história extraordinária. Um
jornalista curdo, preso na penitenciária de Manu, na Papua Nova Guiné, sob
jurisdição australiana, escreveu um livro inteiro no seu telemóvel, usando o
Whatsapp. O livro causou furor e recebeu um dos mais prestigiados galardões
literários da Austrália, o Victorian Prize for Literature, mas o autor não o
pôde receber pois continua detido em Manu. Até o processo de tradução para
inglês foi complicado, como se descreve aqui.
No Friend But the Mountains, assim se
chama a obra. Um caso literário, e não só.
De olhos em bico.
Quando todos os dias se sucedem
notícias sobre aquecimento global, extinção de espécies, perda de
biodiversidade, o exemplo que uma nação «civilizada» como o Japão dá ao mundo é
este, terrível. Após 30 anos, repetimos: 30 anos, três décadas, de proibição, o
Japão decidiu o impensável e autorizou que fosse retomada a pesca comercial de baleias. Trinta anos não deram para que a frota pesqueira e os pescadores se
adaptassem, que os hábitos alimentares se alterassem, largando de vez o apetite
voraz por baleias? Ou será que, como avançam alguns, nestes trinta anos se
manteve a pesca comercial de baleias, disfarçada de propósitos «científicos»? Seja como for, fica a questão: que se obtiver de
lucro nesta matança compensa o dano causado na imagem do Japão no mundo?
Simplesmente inacreditável.
Um programa de 1971 com Salvador Dalí e
Lillian Gish, considerada a «primeira dama» do cinema mudo americano, uma das
pioneiras das pioneiras da 7ª Arte. O seu nome foi agora retirado de uma sala de cinema da
Bowling Green State University, no Ohio. Considerou a douta universidade que Lillian não
merecia ser homenageada por ter participado como actriz em O Nascimento de Uma Nação, longa-metragem de Griffith, um dos
maiores filmes da história do cinema. A decisão já mereceu o protesto de nomes
como Martin Scorsese, Joe Dante, Helen Mirren, James Earl Jones, Lauren Hutton,
etc., mas nem isso parece demover as autoridades académicas. Note-se, no
entanto, e como informa uma extensa reportagem do PÚBLICO, que a universidade que
agora retira o nome de Gish de uma sala de cinema recebeu em 1975 uma doação da
actriz para a criação de bolsas de estudos, e recebeu também os seus arquivos,
que ainda conserva. Agora mostrar-lhe o nome numa sala de cinema é que não, é
incorrecto. Simplesmente inacreditável. No mínimo, restituíssem o valor das
bolsas que Lilian Gish instituiu e devolvessem os seus arquivos pessoais. Ou
será que a memória, afinal, é selectiva e oportunista? Inacreditável, simplesmente
inacreditável.
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