segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

 


 

 

impulso!
100 discos de jazz para cativar os leigos e vencer os cépticos !

 
 
 
A música será sempre o melhor persuasor mas em princípio é simples: basta ler e a seguir ouvir o disco.
 
Quem quiser conhecer e discutir os critérios, aqui estão:
 
1) Uma lista dos 100 discos de jazz indispensáveis.
A lista é discutível mas irrefutável. Ou seja, haveria talvez outras 100 obras possíveis de selecionar, mas nenhum destas é despicienda – questões de gosto e inclinação.
 
2) Por razões de economia organizativa, perfeitamente arbitrárias, não se escolheram cantores. Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan, Billie Holiday, Cole Porter, e outros fundamentais ficam de fora. Terão lugar, um dia mais tarde, numa lista só deles.
 
3) A ficha é acerca do disco, mas está indexada ao músico.
O que em edição electrónica permite multiplicar as ordenações da lista, ao critério do leitor: cronológica, alfabética, por discos, por autores, etc…
 
4) A ordem de publicação das fichas é aleatória, a numeração corresponde à cronologia do estilo de jazz em que o músico se inscreve e destaca.
Porquê esta estranha ordem? Porque há músicos cuja obra escolhida é posterior ao período em que foram mais interventivos (caso de Clark Terry, pertencente ao grupo dos músicos que marcaram os anos 50, mas do qual se escolheu o delicioso álbum “Porgy & Bess” de 2004) ou que tiveram o disco editado numa data desfasada em relação à sua execução (caso de Lionel Hampton, do qual imperava escolher “Stardust”, uma publicação de 1962 de um concerto ao vivo de 1944 que só está hoje acessível dentro de uma compilação de títulos saída em 2013). É o que dá vasculhar acervos e direitos em domínio público, à procura de edições disponíveis hoje.
 
5) A data referida da publicação não é a da gravação original, mas a da melhor edição atualmente disponível no mercado.
Estão sempre a sair novas remasterizações digitais, muitas vezes com mais versões e temas do que o line up original, e em relação aos músicos anteriores aos anos 50, sobretudo do tempo das edições em 78 rpm, antes da estabilização da indústria e do comércio discográfico nos moldes que chegaram até ao início deste século, há recuperações arquivísticas e colectâneas críticas que tornam acessíveis acervos perdidos e agregam composições soltas.
 
 
José Navarro de Andrade
 
 
 
 

 


 
 
 

5 comentários:

  1. Deve ser um excelente trabalho que muito gostaria de conhecer, para cotejar com os seis mil cd's que tenho aqui em casa.
    Mas onde está o Wally, oops! a lista?

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Irá aparecer aqui, todas as semanas, pela mão de José Navarro de Andrade.

      Cordialmente,

      António Araújo

      Eliminar
  2. Obrigado.
    Fiquei com a ideia que era para já, e que por qualquer azar faltava o link.
    Aguardemos, pois.

    ResponderEliminar
  3. ColePorter? Não quereria dizer Nat "King" Cole?

    ResponderEliminar
  4. As listas são uma amostra do gosto pessoal que por sua vez na maioria dos casos foi influenciado por listas anteriores.São ótimas para artigos de revistas,jornais de fim de ano.Listas de livros,discos,pinturas etc.Tambem não me parece criterio de qualidade do ouvinte a quantidade de discos que comprou.Peço desculpas mas sinceramente é o que penso.Deixemos de listas e diga o que pensa sobre um disco de jazz de cada vez.

    ResponderEliminar