sábado, 13 de junho de 2026

Missiva de Elisabete Sousa.



 


Nota dos editores: recebemos esta longa missiva da conhecida Elisabete Sousa, do X (handle: elisabetaps). Dado reconhecermos a sua influência como força-viva da sociedade pátria, e alguém que não tem papas na língua, é nosso dever indeclinável publicar este texto. Além do mais, torna-se prova irrebatível, que podemos afiançar ser verdade, que Elisabete Sousa nada tem que ver com o Doutor Nuno Palma, cuja carreira invejável fala por isso, e, perdoem-nos redundância, tanta inveja causa neste país pequenino, pequeno demais para o Doutor Nuno Palma, como se atesta. Publicamos tão eminente vulto da internet portuguesa, que defende a honra de tão eminente vulto da academia global, pois, com especial prazer e regozijo.

 

Queridos amigos,

Ainda mais queridos compinchas internautas,

 

Espero-vos bem. Desculpem se não conseguir ser enxuta e ir direto ao osso, estão demasiadas pessoas lá fora a divertir-se, e isso exaure-me. Talvez que seja também desta enxaqueca que não me larga. Sou uma mulher sofrida (mas não como as alternas, eu sofro de neura mesmo, neurastenia século XIX).

E o dia não foi fácil. Esta gente está toda na boa-vai-ela, a beber cerveja e em festas para o povaréu provavelmente pagas pelo estado e pela mamadeira de Bruxelas – ISTO É, TODOS NÓS, OS CONTRIBUINTES (Sobretudo os contribuintes altos, loiros, aprimorados nos genes, ai meu deus, que até se me dá uma coisa)! E eu aqui, que já peguei no batente por volta do meio-dia de ontem (dia 12 de Junho de 2026, sou uma pessoa de factos e de ciência, por quem sois?). É verdade que não trabalhava desde dia 5 de Junho, mais concretamente quando me envolvi numa discussão no tweet do drogado do João Galamba sobre o Doutor Nuno Palma (de Manchester em trânsito para a Florida – ou Flórida, agora já não me recordo bem). Aleivosias, como bem sabeis. Coisas de carochos.




Mas como vos dizia, e esta dor que não passa e me esmaga as têmporas, o dia hoje foi pesado.

Pelo meio-dia comecei por insultar o jornalixo do Luís Ribeiro. Um perfeito imbecil. Escreveu sobre o Trump e sabe-se que é um absoluto ignorante em tudo que tenha a ver com economia. Eu, Elisabete, é quase como se tivesse um doutoramento e fosse professora catedrática. Mas, não imaginais vós, isto foi só o início de um dia estrénuo e extenuante. Logo a seguir foram três tweets a ter de explicar às pessoas que não percebem de economia (2 vezes só para o Luís Ribeiro, outra para alguém que falou mal do  Doutor Nuno Palma – de Manchester em trânsito para a Florida – ou Flórida, agora já não me recordo bem). Depois disto, foi uma azáfama que nem vos digo. Só no tweet do Luís Ribeiro, que se atreve a sugerir que o Doutor Nuno Palma (de Manchester em trânsito para a Florida – ou Flórida, agora já não me recordo bem) é hipócrita foram sete (7) tweets a dizer que recebe dinheiro dos filhos do Berlusconi.[1] Foi mesmo exigente. Se a malta que recebe RSI tivesse de escrever 7 tweets destes por mês, só não que não iam começar a capinar de bom grado. Sabem eles o que custa. E faziam-no por um sumol e uma sandes de chourição. A exaustão moral que isto me provocou, a par com as enxaquecas (calma, Nuno, não são vozes. Desculpem, Elisabete), nem fazem ideia. Precisei de descomprimir um bocado, pensar nas coisas boas da vida. Ao “O Divertido” disse-lhe que “Burra” é a que o “pariu”. Ao Pedro AF, desculpem, já não aguentava mais, e foi como o Mises sobre o Estado social: 





“Tens de ir mamar no farelo”. “O divertido”, não satisfeito, insistiu e eu não me aguentei e sugeri-lhe APENAS (da mesma forma que o Doutor Nuno Palma não recebeu fundos europeus, só pediu um empréstimo): “Chupa devagar que custa menos”. Até ouvi um cravo a retinir (o instrumento musical, não a flor, entenda-se).




Além de extenuado, estava esfaimado, e já marchava uma bucha. Lá foi, que isto não se alimenta ado ar. Comecei o turno da tarde. Ainda lá nos fundilhos de um tweet infamante do Luís Ribeiro sobre o Doutor Nuno Palma (de Manchester em trânsito etc... que não quero estar aqui a perder tempo com os acentos da Florida) comecei o turno da tarde, só para aquecer. De “muda a erva que não cagas amarelo” para um “chupa então” para outro (podem imaginar-me a entrelaçar e distender os dedos neste momento que foi o que fiz, antes de apertar com força, mas desenvoltura o seio direito... hehehe, agora agarrei-te mesmo, Nuno, não penses nisso que te faz mal ao coração). Bem, aquecimento ligeirinho, como vos dizia, mais uma coisa de sapos com a Isabel Moreira e depois alguma discussão sobre os temas que me são caros (além do Doutor Nuno Palma, interesso-me por economia). Mas pronto, voltei ao trabalho que se fazia tarde. Voltei a dizer ao Luís Ribeiro que recebia dinheiro do Berlusconi num post sobre o Doutor Nuno Palma (se não ficou claro à primeira, era para dizer que contradição por contradição, acabamos todos cegos... e não é da punheta!). Um bocado mais de relax, encharcar o Luís Ribeiro com links dos meus amigos da Página UM, dizer ao Luís Braga para meter pomada que “dói menos”. Mais um bocado de Luís Ribeiro e tal, dá-lhe aí, esfrega (calma, Nuninho, digo, Beta). E voltámos a vaca fria. Continuavam a falar mal do Doutor Nuno Palma. E eu lá tive de dizer à “Viúva assanhada” (sic) que se “ele [Doutor Nuno Palma, em trânsito de Manchester etc...] tem a lâmpada fundida então os outros têm que voltar para o zoológico”. Mais um bocado de Luís Ribeiro e a “porrada que está a apanhar” (que eu sou adulta, e o que um adulto bem sabe é que se é para levar é para contar), mais umas merdas. 








Depois veio a Câncio que também se lembrou de chatear o Doutor Nuno Palma (em trânsito de Manchester, etc...). E uma mulher não é de ferro, eu já não aguentava mais e disse-lhe logo o que havia para dizer “a gaja que fazia broches ao Sócrates” – toma que já almoçaste. Depois já estava a chegar o fim da tarde e as pessoas estavam mesmo felizes lá fora e achei que também temos de saber conhecer e respeitar os nossos limites. Então limitei-me a fazer mais um post a dizer a mesma coisa sobre chupar pilas (não se pense que é uma obsessão, acho nojento, pelo menos de forma consciente). Ainda veio mais um moço falar com aquela porca e eu pu-lo logo no sítio “E tu o que já escreveste para se saber”? Acham que falam assim sobre um homem com obra publicada e que, além do mais, não sei se vos disse, está em trânsito. Pensam que é assim, como falar do cu para a piça. Mas o dia já estava no fim. Já só ouvia o Aperta, Aperta com Ela (e voltei a sentir um frémito). Até recuei para o um post da Câncio do dia anterior a deixar claro que eu não penso exatamente como o Doutor Nuno Palma (o que prova que eu não sou o Doutor Nuno Palma). Disse-lhe e passo a citar “Eu também sou contra muitos desses fundos, mas outros ajudam. Lê primeiro o livro e fala depois. Mas tu não és capaz de ler um livro de economia de certeza, ainda te baralha o cérebro.” Ainda fiz um esforço derradeiro, já em risco de exaustão e hiperventilação, mas a alegria na rua já era muita, avassaladora, insuportável. Tudo gente do RSI.



Podem vós julgar que estou a defender o Doutor Nuno Palma a outrance. Nada mais falso e calunioso. Eu sei que almas corrompidas há muitos anos sugerem que ele é useiro e vezeiro no recurso a contas falsas. E eu tenho a prova de que isso é mentira. Pelo menos no meu caso. Por exemplo, ainda noutro dia lhe escrevi sobre o livro dele mesmo: “Eu vou comprar logo um dos primeiros, assim é menos um disponível para se saber como acabar com a mama dos políticos em Portugal. Este livro é um perigo para a sobrevivência dos tachos políticos em Portugal.” Eu sei que podereis julgar que isto revela o sentido de humor de um bidé que foi usado para plantar cannabis, mas fosse esse o caso e logo se revelaria que eu não posso ser o Doutor Nuno Palma, que tem foi ungido com um sentido de humor finíssimo, tão fino que às vezes nem se nota.




Mas nem se trata desse caso. É evidente que eu discordo frontalmente do Doutor Nuno Palma. Só passo a vida a comentar tweets que falam mal do Doutor Nuno Palma e azucrinar pessoas que recentemente o criticaram porque eu acredito numa ordem espontânea, mas que precisa, vá, dum empurrão, tal como acredita, por exemplo, o Preso Numa Jaula (Deus o tenha), que também tem andado numa azáfama, coitado – e preso numa jaula, imaginem! Só uma pessoa muito mal formada diria que é suspeito que o segundo nome que aparece nas contas que eu sigo seja precisamente o Doutor Nuno Palma (já me esquecia, em trânsito, etc...), logo a seguir ao C.D. Victoria C.F., que joga no Complejo Deportivo Luis Minguela, conta óbvia para se seguir se somos uma personagem fictícia e paródica que faz piadas sobre política (e manda mamar). [2] 





E só muita mesquinhez permitiria ver intenções tenebrosas e ocultas no facto de entre os meus 16 seguidores, que me gostam de ver mandar as pessoas levar no farelo, contar-se um catedrático de Manchester (em trânsito para a Florida ou Flórida). Tudo isso só pode ser maquinação das máfias que querem evitar que o Doutor Nuno Palma denuncie a corrupção desbragada, que coloca em xeque o futuro dos nossos netos (e dinossauros), que representam os fundos europeus e que o doutor Nuno Palma estudou arduamente (e se recorreu a fundos europeus fez muito bem. Uma coisa é nós dizermos o que os outros devem fazer, outra é o que fazemos. E quem disser que isto é hipócrita, sugiro que vá conversar com o Mike Billions, que ele percebe da poda). Para pôr um ponto final no assunto, devo dizer que até vou a Oeiras muitas vezes, passeio na marginal, e nunca vi o Doutor Nuno Palma. Vejam lá que até já fui duas vezes a Manchester para ele me assinar os 4 tijolos dele que comprei, e o malandro, nada. Só não vou à Florida (ou Flórida) porque aquela gente do ICE não é de confiança e aquilo é um quebra-cabeças perigoso de legislação no que toca a imigração e cidadania (os camarados claro que vão ver aqui hipocrisia, mas podem continuar a cagar amarelo).




A infâmia é tão abracadabrante que até o meu primo Galileu, coitado, que está a recuperar de um jeito nas costas, se viu obrigado a intervir. Há quem diga, gente soez, que o Galileu é um parente do doutor Palma, ou até o próprio Doutor Palma. Nada mais incorreto. O meu primo Galileu não escrevia desde 25 de Julho de 2025 porque, como vos dizia, aquilo das ciática não está mesmo famoso. Mas perante esta infâmia, foi que nem Lázaro. Saltou da cama já meio entrevado, e foi lá, um ano depois de ter twitado pela última vez, e escreveu, sem espinhas (a quem? Ao Luís Ribeiro, pois claro, é preciso ser tenaz): “Pelo que já percebi, o Nuno Palma pediu apenas um empréstimo bancário a um banco português, enquanto o Estado sacou milhares de euros ao PRR para renovar o Palácio da Ajuda. Mas há para aí burros que não entendem a diferença.”. E mais nada. Já sei que vão dizer que a mãe do Doutor Nuno Palma se pode ter atrapalhado com as contas do Twitter e tungas, lá espeta o coitado do Galileu, que como o Doutor Palma, estava certo quando todo o mundo estava errado – e que, como sabemos, no caso deste Galileu segundo, andava afastado destas lides, culpa da ciática e da heteronímia. Em ambos os casos, a história os absolverá. Entretanto, está aqui muito indostânico a cantar aquelas músicas brasileiras que consistem em onomatopeias e formas mais ou menos óbvias de falar de fornicação, e estas dores não param. Espero que vos possa ter ajudado, pois se há coisa que nos une a todos (a mim, ao Doutor Nuno e ao Galileu) é o amor inquebrantável pela verdade e autenticidade.

 

                                Um bem-haja a todos 

 

                                                    Da vossa

                                                 Elisabete Sousa (a verdadeira)





[1] Nota do revisor (paciente, muito paciente): o editor fartou-se de contar mas garante que sete fotos do Berlusconi com duas “gajas boas” (é o termo técnico) foram publicadas pela Beta. É possível que tenham sido mais, mas ao contrário da Beta eu não gosto do que faço.

[2] Nota do tradutor (com propriedades de transubstanciação): Além do Victoria, a Dra. Elisabete também segue o San Lorenzo (Argentina), o La Cisterniga (Espanha), o Valladollid (Espanha), Federácion Riojana de Futebol, 11contra11, a Real Federéracion de Castilla y Leon (espanha), ElFutbolModesto, Real Ávila, Atlético Astorga, Diocesávila, Palencia Club de Futbol e Palencia Cristo Atletico, Club Deportivo Guijuelo, Laguna, Baneza, Burgos International Futbol Academy, CD San Jose, La Factoria BCF, Burgos Club Visual, Atlético Tordesillas, Ribert, Villaralbo, Peñaranda, Santa Marta, Arandina, Cantera Unionistas, Atlético Bembimbre, Ciudada Rodrigo CF, e DAZN Portugal. Perdoarão ao tradutor se não enumerar todos os canais (Netflix Portugal e brasil) e outros media que a Beta segue, que inclui o Económico, o Observador, a Sic, + Liberdade, entre vários outros (incluindo todos os económicos). No que diz respeito a pessoas reais (até ver, às vezes não parece crível), além do Doutor Nuno Palma (em trânsito, sabem, pela consistência) só Nuno Rogeiro. Perguntais-nos, genuinamente, se é possível alguém ter uma obsessão por clubes de futebol de terceira categoria em Espanha e na Argentina (e contas de X avulsas que falam sobre futebol em espanhol), pelos canais noticiosos portugueses, com forte ênfase na economia, e nos doutores Nuno Rogeiro e Nuno Palma. Fazendo uma regressão linear, e recorrendo à teoria dos fractais, podemos dizer que não é teoricamente impossível. Mas é triste. Bastante triste.













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