sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Brunhilde.

 






Parece um réptil, mas não é. Ou melhor, foi. Morreu há pouco, com 106 anos. A secretária de Josef Goebbels, que permaneceu fiel ao seu Führer até à morte. Entrevistada, ainda chorava quando falava do suicídio de Hitler. Brunhilde Pomsel é uma das figuras centrais da recém-inagurada exposição «A German Life» (aqui, no Times of Israel). Ter pena e compaixão de Brunhilde não será um forma de paternalismo moral? Odiá-la não será desumano, tão desumano como o nazismo? Ficam as perguntas, na certeza de que, como bem sabemos, o mundo é um lugar estranho. E, por isso, estranhamente belo – e fascinante.
 

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