terça-feira, 27 de outubro de 2020

Trinta por uma Linha.




 

Não conheço o Afonso Eça (perdão!), mas o João Tiago Gaspar e o José Maria Pimentel são dos jovens mais talentosos e mais inteligentes e mais cultos e mais sensatos e independentes e mais boa gente e mais TOP que este país tem e que nos confortam que um dia haveremos de deixar isto em mãos bem melhores do que as nossas (se forem as deles, claro, e não as dessa cambada carreirista oportunista das jotinhas, que nojo). Exagero meu, já tontito do espírito? Ouçam o podcast Trinta por uma Linha, aqui


https://podtail.com/no/podcast/trinta-por-uma-linha/















O livro, em Espanha. E por cá?










Outono em Providence.





 Fotografias de Onésimo Teotónio de Almeida






Um Verão mesmo à mão (4ª e última parte).





 Ilustração de Vítor Higgs



Um Verão mesmo à mão, a 4ª e última parte da saga dos Durrell em Corfu, aqui.

 

(para a Paula e para o Rui Lima, que apesar de nunca terem ido a Kalami, é como se lá tivessem estado sempre)








segunda-feira, 26 de outubro de 2020

História Global de Portugal.



 




A Celebração da Vida pela Elevação da Morte.





A Celebração da Vida pela Elevação da Morte


          Por Pedro Strecht, Médico Pedopsiquiatra



 

          Pela primeira vez, desde sempre na história conhecida das nações, muitos de nós não vamos poder estar junto dos que nos são mais queridos e já partiram. Por razões preventivas de saúde física, sacrificando novamente as de ordem psíquica e social (contidas na definição da OMS), a circulação entre concelhos será proibida nas datas em que anualmente muitos se organizam nos necessários rituais do luto necessário em volta da perda e da morte, para que justamente a vida possa continuar a ter o seu sentido mais profundo: que há para além de mim? Que existe depois desta existência?


          Por isso, relembro nesta ocasião pequenos pontos-chave que parecem cada vez mais omissos numa sociedade que há muito se afastou da noção da doença, lida mal com a presença da morte e faz da vida uma corrida de contínua corrida e falsa infalibilidade. Todos somos mortais. Todos precisamos de, ao longo da vida, ir organizando suficientemente bem esse conceito, na relação connosco próprios e com a noção de presença ou ausência física e emocional dos outros.

1.    A negação da morte é um imenso ataque à noção de vida.

2.    O que torna o homem consciente de si mesmo e do outro é a percepção da finitude: a omnipresente angústia de morte, incluindo as suas variações minor de separação e perda

3.    As pessoas e as sociedades organizam-se em volta de rituais. A sua abolição produzirá os dois efeitos extremos: a paralisia psíquica (o desinteresse, a apatia, o vazio depressivo) ou, no oposto, os movimentos de zanga e raiva indiscriminada.

4.    A presença emocional do outro (incluindo perante a sua ausência física como na morte) celebra-se na continuidade do tempo, na evocação das memórias mais marcantes (incluindo as sensitivas), das recordações significativas, em suma, de tudo quanto representa formas de inscrições psíquicas.

5.    A vida também se vive pela morte e seus equivalentes emocionais, mesmo em tempos em que estes conceitos parecem subitamente negados: a importância do vazio, a necessidade do silêncio, a procura de uma luz que quer acender (uma vela)

6.    A morte também precisa de vida, de festa e celebração em seu redor, para que não seja sentida de uma maneira tão dura e difícil: os ramos de flores, a cor e a harmonia que exibem

7.    Neste ano difícil, depois de Todos os Santos e Fiéis Defuntos, virá com certeza uma provável supressão do Natal? Esse, alguns o disseram há muito, também já é quando o homem quiser, tornando-se a celebração do consumo e do narcisismo.



Lisboa, 25 de Outubro de 2020


Pedro Strecht, mail: plstrecht@gmail.com











Meteora.



 Fotografia de António Araújo




Meteora.



 Fotografia de António Araújo




domingo, 25 de outubro de 2020

Meteora.



 Fotografia de António Araújo




Meteora.




Fotografia de António Araújo




 

Meteora.



 Fotografia de António Araújo




Meteora.



 Fotografia de António Araújo




Meteora.




 Fotografia de António Araújo




Meteora.




Fotografia de António Araújo


 


Meteora.




Fotografia de António Araújo



 


Meteora.



 Fotografia de António Araújo






Meteora.



Fotografia de António Araújo




 

Meteora.



Fotografia de António Araújo




 



Meteora.




Fotografia de António Araújo





 

Meteora.



 

Fotografia de António Araújo



Meteora.




Fotografia de António Araújo





 

Meteora.


 Fotografia de António Araújo





Meteora.

Fotografia de António Araújo
 





Meteora.


Fotografia de António Araújo
 

Outono em Providence.









Fotografias de Onésimo Teotónio de Almeida










sábado, 24 de outubro de 2020

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Um Verão mesmo à mão.




Ilustrações de Vítor Higgs



Um Verão mesmo à mão – a saga da família Durrell por terras de Corfu. No Diário de Notícias, em Péssima Companhia, aqui e aqui.




 





 

Outubro.

 


 

Outubro. Op. 37b: X, P. I. Tchaikovsky, por Khatia Buniatishvili. 

 



Manuela Ivone Cunha




quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Três pequenas notas.

 


Houve alguém que passou, por estes dias, 1 hora a escolher a canção da sua Juliette Greco: Trois Petites Notes de Musique (de Gorges Delerue). É também a minha.

 


 

Manuela Ivone Cunha

 





Giuliani e Julieta.



quarta-feira, 21 de outubro de 2020

acabado de regressar a Lisboa...




Boa tarde

 

É com uma tristeza enorme e profunda que vos comunicamos o encerramento definitivo de Santos Ofícios.

 

Nunca pensámos vir a dar-vos esta notícia mas a actual pandemia COVID-19 não nos deixa outra alternativa.

 

Foi uma vida muito preenchida e rica embora atribulada no aspecto financeiro, que durou 25 anos, um quarto de século.

 

Sobrevivemos à crise da Troika mas esta como todos nós já percebemos é muito mais grave e duradoura, sem uma luz, por mais ténue que seja, que alumie no curto e médio prazos este túnel negro em que nos encontramos.

 

Aqueles que nos conhecem melhor sabem que somos pessoas empenhadas e resilientes, habituadas a lutar por um projecto em que acreditamos e foi por isso mesmo que conseguimos manter a porta aberta durante todos estes anos sem ajudas ou apoios institucionais por mais pequenos que fossem, valendo-nos apenas nestes últimos meses

 a solidariedade e compreensão do nosso senhorio que queremos aqui relevar.

 

Não foi possível encontrar como era nosso desejo uma solução de continuidade para este projecto que foi pioneiro e inspirador para outros que apareceram posteriormente.

 

Resta-nos nesta hora e tempo difíceis iniciar uma campanha de vendas com descontos significativos sem recurso a cartão bancário, para escoar os inúmeros trabalhos que ainda possuímos dos melhores artesãos portugueses, durante o horário actual, das 12 h  às 19 h excepto domingo.

 

Desejamos a vossa visita e solicitamos a melhor divulgação desta notícia entre os vossos amigos e contactos, esperando desde já a aquisição de peças únicas para o Natal que se aproxima.

 

Contamos convosco.

Ficamos à vossa espera.

 

Homero Cardoso

Luísa Cruz

 

Santos Ofícios Artesanato

Rua da Madalena, 87

1100-319 Lisboa

Portugal

Tel: 00351 218 872 031

santosoficios@santosoficios-artesanato.pt

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