quarta-feira, 28 de outubro de 2020
terça-feira, 27 de outubro de 2020
Trinta por uma Linha.
Não
conheço o Afonso Eça (perdão!), mas o João Tiago Gaspar e o José Maria Pimentel
são dos jovens mais talentosos e mais inteligentes e mais cultos e mais
sensatos e independentes e mais boa gente e mais TOP que este país tem e que nos confortam que um dia haveremos de deixar isto em mãos bem melhores do que as nossas (se forem as deles, claro, e não as dessa cambada carreirista oportunista das jotinhas, que nojo). Exagero meu, já tontito do espírito? Ouçam o podcast Trinta por uma Linha, aqui
https://podtail.com/no/podcast/trinta-por-uma-linha/
Um Verão mesmo à mão (4ª e última parte).
Um Verão mesmo à mão, a
4ª e última parte da saga dos Durrell em Corfu, aqui.
(para a Paula e para o
Rui Lima, que apesar de nunca terem ido a Kalami, é como se lá tivessem estado
sempre)
segunda-feira, 26 de outubro de 2020
A Celebração da Vida pela Elevação da Morte.
A Celebração da Vida pela
Elevação da Morte
Por Pedro Strecht, Médico Pedopsiquiatra
Pela primeira vez, desde sempre na história conhecida das
nações, muitos de nós não vamos poder estar junto dos que nos são mais queridos
e já partiram. Por razões preventivas de saúde física, sacrificando novamente
as de ordem psíquica e social (contidas na definição da OMS), a circulação
entre concelhos será proibida nas datas em que anualmente muitos se organizam
nos necessários rituais do luto necessário em volta da perda e da morte, para
que justamente a vida possa continuar a ter o seu sentido mais profundo: que há
para além de mim? Que existe depois desta existência?
Por isso, relembro nesta ocasião pequenos pontos-chave que
parecem cada vez mais omissos numa sociedade que há muito se afastou da noção
da doença, lida mal com a presença da morte e faz da vida uma corrida de
contínua corrida e falsa infalibilidade. Todos somos mortais. Todos precisamos
de, ao longo da vida, ir organizando suficientemente bem esse conceito, na
relação connosco próprios e com a noção de presença ou ausência física e
emocional dos outros.
1. A negação da morte é um
imenso ataque à noção de vida.
2. O que torna o homem
consciente de si mesmo e do outro é a percepção da finitude: a omnipresente
angústia de morte, incluindo as suas variações minor de separação e perda
3. As pessoas e as sociedades
organizam-se em volta de rituais. A sua abolição produzirá os dois efeitos
extremos: a paralisia psíquica (o desinteresse, a apatia, o vazio depressivo)
ou, no oposto, os movimentos de zanga e raiva indiscriminada.
4. A presença emocional do
outro (incluindo perante a sua ausência física como na morte) celebra-se na
continuidade do tempo, na evocação das memórias mais marcantes (incluindo as
sensitivas), das recordações significativas, em suma, de tudo quanto representa
formas de inscrições psíquicas.
5. A vida também se vive pela
morte e seus equivalentes emocionais, mesmo em tempos em que estes conceitos
parecem subitamente negados: a importância do vazio, a necessidade do silêncio,
a procura de uma luz que quer acender (uma vela)
6. A morte também precisa de
vida, de festa e celebração em seu redor, para que não seja sentida de uma
maneira tão dura e difícil: os ramos de flores, a cor e a harmonia que exibem
7. Neste ano difícil, depois
de Todos os Santos e Fiéis Defuntos, virá com certeza uma provável supressão do
Natal? Esse, alguns o disseram há muito, também já é quando o homem quiser,
tornando-se a celebração do consumo e do narcisismo.
Lisboa, 25 de Outubro de
2020
Pedro Strecht, mail:
plstrecht@gmail.com
domingo, 25 de outubro de 2020
sábado, 24 de outubro de 2020
sexta-feira, 23 de outubro de 2020
Um Verão mesmo à mão.
quinta-feira, 22 de outubro de 2020
Três pequenas notas.
Houve alguém que passou, por estes dias, 1 hora a escolher a canção da sua Juliette Greco: Trois Petites Notes de Musique (de Gorges Delerue). É também a
minha.
Manuela Ivone Cunha
quarta-feira, 21 de outubro de 2020
acabado de regressar a Lisboa...
Boa tarde
É com uma tristeza enorme e profunda que
vos comunicamos o encerramento definitivo de Santos Ofícios.
Nunca pensámos vir a dar-vos esta notícia
mas a actual pandemia COVID-19 não nos deixa outra alternativa.
Foi uma vida muito preenchida e rica
embora atribulada no aspecto financeiro, que durou 25 anos, um quarto de
século.
Sobrevivemos à crise da Troika mas esta
como todos nós já percebemos é muito mais grave e duradoura, sem uma luz, por
mais ténue que seja, que alumie no curto e médio prazos este túnel negro em que
nos encontramos.
Aqueles que nos conhecem melhor sabem que
somos pessoas empenhadas e resilientes, habituadas a lutar por um projecto em
que acreditamos e foi por isso mesmo que conseguimos manter a porta aberta
durante todos estes anos sem ajudas ou apoios institucionais por mais pequenos
que fossem, valendo-nos apenas nestes últimos meses
a solidariedade e compreensão do
nosso senhorio que queremos aqui relevar.
Não foi possível encontrar como era nosso
desejo uma solução de continuidade para este projecto que foi pioneiro e
inspirador para outros que apareceram posteriormente.
Resta-nos nesta hora e tempo difíceis
iniciar uma campanha de vendas com descontos significativos sem recurso a
cartão bancário, para escoar os inúmeros trabalhos que ainda possuímos dos
melhores artesãos portugueses, durante o horário actual, das 12
h às 19 h excepto domingo.
Desejamos a vossa visita e solicitamos a
melhor divulgação desta notícia entre os vossos amigos e contactos, esperando
desde já a aquisição de peças únicas para o Natal que se aproxima.
Contamos convosco.
Ficamos à vossa espera.
Homero Cardoso
Luísa Cruz
Santos Ofícios Artesanato
Rua da Madalena, 87
1100-319 Lisboa
Portugal
Tel: 00351 218 872 031
santosoficios@santosoficios-artesanato.pt
https://www.facebook.com/santosoficiosartesanato/
http://www.santosoficios-artesanato.pt/index.htm










































