domingo, 25 de dezembro de 2016
sábado, 24 de dezembro de 2016
Quem Casa Quer Casa, de Ruth San Payo.
Um
manjerico à janela, uma parede caiada e uma soleira muito corrida, era tudo quanto
enfeitava a fachada da casa de D. Jacinta, encrustada entre o casario
desalinhado duma rua escondida e estreita da Vila de Fontanelas. A casa era
pequena, na verdade, mas chegava bem para a D. Jacinta que ali vivia desde que
casara. Ali soubera da morte do marido que fora para o Brasil e ali nascera a filha,
a Luzia, que era todo o seu desvelo.
O Porco, Mealheiro de Pobres e Ricos, de José de Carvalho.
- Amigo Bastos,
pérola dos veterinários, venho trazer-te parte da minha alegria, que bem
mereces.
- E porquê, pode
saber-se?
- É que acabo de
ouvir muitos elogios por ter porcos tão bons. Ora, como te devo grande quinhão
do meu sucesso, vim cá esta noite para te contar tudo.
- Muito bem, sim
senhor. Pelos vistos o melhor criador de porcos do concelho está de parabéns.
- Só do concelho?
- Então, do
distrito. Chega-te ou ainda é pouco?
sexta-feira, 23 de dezembro de 2016
Luzes da cidade.
Já aqui se
falou um dia do néon da Polónia comunista. Em Cracóvia existe um fantástico
Museu do Néon, um pouco fora de portas, e em Berlim, já agora, também há um
museu com a mesma temática.
Pois
bem, a exposição que está patente no Convento da Trindade (mesmo ao lado da
cervejaria com o mesmo nome) poderia ser o embrião de um Museu do Néon
lisboeta. A exposição, imperdível, não trata só do néon, mas de reclames e
anúncios publicitários de Lisboa d’outras eras. Graças ao trabalho de Bárbara
Coutinho no MUDE e, neste caso, graças ao esforço e à persistência admiráveis de
dois caçadores de néon, Rita Múrias e Paulo Barata, curadores desta exposição. A mostra já foi
devidamente analisada no Público
(aqui) e pouco há a acrescentar. Apenas isto: não a perca, por nada deste mundo.
Para mais, a entrada é GRÁTIS. Vamos
ver se é desta que se começa a pensar num Museu do Néon em Lisboa, num qualquer
pavilhão ou armazém ribeirinho; para ofuscar turistas e alimentar nostalgias de lisboetas, que bem o merecem. Por agora, Cidade Gráfica, no Convento da Trindade, de terça a domingo, das 10h às 18h, e acaba a 18 de Março.
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Fotografias de António Araújo
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