segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Numa procissão de barcos baleeiros nas Lajes do Pico.

 









Desde os finais da década de 1950 comecei a ouvir o José Gabriel Ávila falar com entusiasmo e mostrar fotos da procissão dos baleeiros na festa da N. Senhora de Lourdes nas suas Lajes do Pico. Nunca esperei foi, quase aos 80 anos, participar numa.

O amigo José Guilherme Ribeiro, nado e criado no Cais do Pico, ganhou bem cedo amor a tudo quanto ao mar e à faina baleeira diz respeito. Hoje, está envolvido no museu da Indústria Baleeira na sua terra natal, mas também no Whaling Museum, em New Bedford, onde vive. Todavia nunca deixou de velejar e, por isso, continua a fazê-lo na Nova Inglaterra e no Pico, quando vem de férias. Há anos, levou-nos, à Leonor e a mim, a passear numa lancha baleeira entre o Cais do Pico e a Baía das Canas, no norte da sua ilha. Desta vez, convidou-nos a acompanhá-lo no barco baleeiro N. S. da Conceição que ia participar, com outros barcos baleeiros, na procissão de N. S. de Lourdes, nas Lajes.

E lá fomos. 

Aqui vão as primeiras fotos quando, com o mar ainda calminho como um lago, porque abrigado pelo molhe do cais, nos preparávamos para a largada antes da chegada da procissão que viria da igreja Matriz da vila.

Na foto #1 está o nosso mestre e capitão. As outras são desses momentos preparatórios, numa manhã de uma luminosidade esplendorosa. Infelizmente o Pico, que dali é imponente, não estava completamente descoberto.

Não se pode ter tudo.

 

                    Texto e fotografias de Onésimo Teotónio de Almeida 




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