domingo, 27 de maio de 2012

Recriações periódicas - 1

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Velázquez, El Díos Marte, por Quim Gutiérrez

Elisabeth Vigée Le Brun autoretratou-se. Aitana Sánchez-Gijón reinterpretou

La Condesa de Chinchón, de Goya, interpretada por María León

El Caballero de la Mano en el Pecho, de El Greco, pela mão de Juan Diego Botto

Retrato da Rainha Maria Tudor, de Antonio Moro, na encarnação de Blanca Portillo 

Auto-retrato de Dürer, por Jan Cornet

Paco León e Caravaggio, Baco Doente

Leonor Watling como Dama do Arminho, de Leonardo

Francesc Colomer em Muchacho con Pipa, de Picasso


Julio Romero de Torres, La Chiquita Piconera, reinterpretado por Macarena Gómez





Temos insistido: Malomil adora recriações, manipulações e outras ilusões. Na cultura ocidental, tamanha é a degradação alcançada, nada é criado ex novo. Esfumam-se também as fronteiras entre cultura erudita e cultura popular.  E, claro, isto anda tudo ligado. Há uns meses, mais precisamente a 4 de Março, a revista semanal do El País publicou, com honras de capa, um projecto fotográfico de Manuel Outumuro em que actores espanhóis surgiam em quadros célebres. Atenção, o fotógrafo não se limitou a fazer um trabalho de Photoshop. Os cenários foram construídos para reproduzir exactamente os quadros, com vestes criadas com arte e minúcia por María Araujo. Não são fotografias que querem parecer quadros, mas quadros fotografados. Isto é light, sem dúvida. Mas mal, não faz. Se querem coisas doentias e horríveis, neste pachorrento domingo, mergulhem no universo de vómito e sangue do esquizofrénico Nebreda. Muito apreciado em França, mais do que na sua Espanha natal, o eterno automutilado Nebreda é uma viagem sem retorno. Isto, que publicamos hoje, não faz mal a ninguém. Bom domingo.    

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