domingo, 7 de dezembro de 2014

All That Fado.





Penteado por Dusty Fleming, Carlos Bastos em visual ouriço-cacheiro




Nasceu na Mouraria, Lisboa, no ano de 1947. E tudo o mais  que se diga sobre Carlos Bastos é demasiado bom para ser verdade. Em 1973 lançou um single com duas músicas: no lado A, «Manuel Poliglota», no lado B, «Hey Jude», do popular grupo britânico The Beatles. Ao longo de uma vida inteiramente dedicada ao património imaterial, Carlos Bastos avistou-se com Júlio Isidro, em data não especificada nos autos, e deslocou-se à República Federal da Alemanha com Camané, aos 10 anos de idade. Esteve a bordo do Paquete Funchal, igualmente em data não especificada, acompanhado à viola pelo guitarrista Armando Pacheco. Na década de 1980, em ano que não foi possível determinar, Carlos Bastos exerceu funções como sócio-gerente do Pierrot Pub Bar, em Lisboa, e, mais recentemente, lançou um álbum de grandes êxitos internacionais musicados em fado e cantados na língua inglesa.
Em entrevista à revista Dona, legitimou esta sua intervenção artística com argumentos analógicos, de tipo comparativo:  «Temos de ver as coisas. Por exemplo, a Dona Hermínia Silva, aqui há muitos anos, brincava com o fado em inglês no Marinheiro Americano. Era uma brincadeira gira para aquele tempo. Já houve uma senhora japonesa que tentou cantar o fado em japonês, que é muito mais difícil de se ouvir do que em português.»
 
Prosseguindo, afirmou: «Se eu gravasse agora fados em português, podia ter uma aceitação muito boa ou ficar no anonimato. Assim não fico.»
Concluiu dizendo, em jeito de promessa: «vou ter oportunidade de provar às pessoas que sou capaz de cantar o fado em português.»
 
(até à hora do fecho desta edição, não foi  possível conhecer ainda o despacho do juiz Carlos Alexandre)
 
 





Com Júlio Isidro, de pé

Novamente com Júlio Isidro, mas agora em Matosinhos

Com Camané na Alemanha, aos 10 anos de idade

No cais onde se encontrava ancorado o Paquete Funchal (ao fundo)

Agora no convés do Paquete Funchal, com Armando Pacheco (à guitarra)

Sócio Gerente do Bar Pierrot, em Lisboa, anos 80

Idem, ao balcão
 
 
 


 

1 comentário:

  1. Astonishing (para ir de acordo com os fados).
    Quem também precisa de um post aqui é o Júlio Isidro, o man deve ser anterior à televisão a preto e branco.
    E o cabeleireiro, que mãos aquele rapaz.
    O Eduardo Mãos das Tesouras, deve ter ficado a roer-se de inveja.

    ResponderEliminar