terça-feira, 9 de outubro de 2018

Outono nas Rocky Mountains, Colorado.

 
 


Fotografias de Onésimo Teotónio de Almeida

 

Ondas de paixão.

 
 



 
 
Andou Malomil, há um par de meses, interessado episodicamente em A Grande Onda de Kanagawa, numa série ainda não terminada, nunca terminada. Por causa disso, recebeu a notícia de que se encontra online, e a custo zero, um manual japonês de desenho. De desenho de ondas, livro de 1903, que podeis, e deveis, consultar aqui.



 

Mengele e a baleia.

 
 
 
Jonas e a Baleia (ou Jonas a sair do ventre da baleia), quadro de Brueghel, o Velho, na Pinacoteca de Munique. Diz Olivier Guez que foi uma pintura que atormentou Josef Mengele toda a vida, desde criança. Teve pesadelos com ela quando se encontrava nos confins da América austral, fugindo aos caçadores de nazis – e à justiça. Misto de verdade e de ficção, a obra de Guez tem tido um enorme sucesso. Compreende-se: nazis em fuga, o médico da morte de Auschwitz, sinistro e sedutor, a sua vida esfacelada e estilhaçada desde o final da guerra até à morte acidental no Brasil, em São Paulo, sem que alguma vez tivessem conseguido apanhá-lo. Foi detido na Argentina por um par de horas ou dias, escapuliu-se por um triz, graças à fortuna da família Mengele que nunca lhe faltou com dinheiro (muito provavelmente, se não fosse isso Mengele teria sido capturado a frio, como Eichmann ou Stangl). O livro, convenhamos, não é uma obra-prima literária, mas lê-se como aquilo que é, e pretende ser, um thriller baseado em «acontecimentos reais». Uma «narrativa» fácil, excelente passatempo, não mais do que isso; mas está bem assim.
 




 

sábado, 6 de outubro de 2018

Jacques Brel vai à Horta.

 
 


 
Em 1974, ano de revolução, Jacques Brel esteve nos Açores. Terminara a sua carreira nos palcos em 1966, abraçando uma mal sucedida passagem pelo cinema, como actor e realizador. Depois, o mar. Foi isso que o levou aos Açores, é lá que recebe a notícia da morte de «Jojo», o seu maior amigo de toda a vida. Prenunciavam-se já os sinais da doença que o iria matar quatro anos depois. Brel, um fumador inveterado de quatro maços por noite, morreu de cancro do pulmão. Nos Açores é visto pelo médico Decq da Mota. Seguiu-se o Pacífico Sul, onde está sepultado a poucos metros da campa de Gauguin. Já se fez um espectáculo sobre esta aventura açoriana do autor de Não me deixes, pá, mas tirando uma outra nota, como esta, talvez se devesse estudar melhor o assunto. Afinal, é Brel.