sexta-feira, 1 de julho de 2016

A Minha Viagem à União Soviética, de Hortênsia Neves de Sousa.

 
 
 
 
 
 
           «Claro que eu continuava a dizer que esperasse, mas ela não queria esperar e batia cada vez mais, gritando-me diversas coisas dentre elas a de que o banho era colectivo. Eu nessa altura já começara a vestir-me e protestava contra aquilo de banho colectivo, mas ela, enfurecida, gritava que «na nossa organização tudo é colectivo e quem não estiver bem que se vá embora». Ainda retorqui que bem sabia que lá quase tudo poderia ser colectivo, mas que o banho também fosse colectivo é que não estava certo».
(Hortênsia Neves de Sousa, A Minha Viagem à União Soviética, Lisboa, Didáctica Editora, 1973, pp. 51-52, realce no original)
 
 

6 comentários:

  1. Respostas
    1. Claro! O que é seu é de todos e o que é de todos ""!

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    2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. O Cunhal parece que tinha um casamento colectivo com 2 manas

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  3. A ignorância era, provavelmente, um capital colectivo em enorme abundância à época!

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