terça-feira, 12 de setembro de 2017

Urbino.

  
 




         Num livro sobre design de Berlin, Berlin in Fifty Design Icons, descubro, deslumbrado, este monumento de elegância e contenção formal. As linhas depuradas de Urbino, o serviço desenhado por Trude Petri  em 1929 e lançado em 1931. Trude nasceu em Hamburgo, em 1906, e morreu em 1998 no Canadá, em Vancouver. Fez muita coisa para a Königliche Porzellan-Manufaktur (KPM) berlinense, onde começou a trabalhar em 1927, mas será para sempre imortalizada por este serviço em porcelana, sobre o qual não há muito a dizer, excepto admirar, boquiabertos, este exemplo espantoso do movimento Neue Sachlichkeit (Nova Objectividade). A funcionalidade Bauhaus no seu esplendor – ainda hoje, para os mais afortunados, é possível comprar o serviço Urbino (um bule custa 284 euros...). Mas há quem, ainda mais afortunado, se abalance aos originais dos anos 1930, em antiquários ou em leilões milionários. Trude Petri, obviamente através do Urbino, está condignamente representada no Metropolitan Museum of Art (aqui) E muito bem, é mais do que justo.


Trude Petri (1906-1998)






       Como foi justo, justíssimo, o galardão atribuído a Urbino na Exposição Internacional de Paris de 1937. Trude Petri recebeu o Grande Prémio da mostra, sim daquela mostra em que nazis e soviéticos se defrontaram com dois pavilhões gigantescos, de que já falámos aqui, a propósito de Vera Mukhina. Já agora, atire-se de cabeça ao catálogo da KPM, outro prodígio; fundada por Frederico, o Grande, em 1763, a KPM celebrizou-se pela sua porcelana rococó setecentista, a antítese (ou não) de tudo quanto deu a fama, o poder e a glória a Trude Petri.




 

 

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